
Esta tarde, enquanto esperava a minha vez para entrar num eléctrico para visitar a minha mãe, vi o que posso apenas classificar como uma velha safada, com a mania que é chico-esperta. A senhora “mais adulta”, com a maior cara podre, passou a frente de todos os presentes nessa fila, onde se incluíam “mais adultos” que ela, mulheres e homens, nem olhou para trás quando eu exclamei que chico-esperto não tem idade nem sexo (não resisti).
O que temos mais neste país são pessoas chico-espertas, alias há quem diga que na tuga não há outra forma de sobreviver. Eu discordo, até porque temos grande orgulho no nosso chico-espertismo e no nosso desenrascanço. Mas se abrirmos os olhos de vez em quando podemos reparar, que temos muitos irmãos sul-americanos (brasileiros) por cá a mostrar aos tugas que nós até somos fracos em ambos. Quem duvidar que peça ao jovem que lhe serve café no seu canto de reunião lá do bairro, para lhe contar uma ou mais histórias do desenrascanço brasuca que ele tenha visto. Há mais, se nós é que somos chico-espertos, como é que na disneyworld em Miami, existem regras e conselhos especiais para quem vem do Brasil. Ensinam coisas como; Furar fila não se faz, primeiro paga, depois consomem e outras coisas para deixar envergonhado qualquer povo no mundo.
Mas nós, tugas, que estamos em todo lado, que tanto nos orgulhamos de ser os mais em tudo que era melhor não ser: Acidentes rodoviários, festa com mais cerveja bebida por cabeça, mais motas de alta cilindrada por habitante e outros que agora não recordo, é que somos chico-espertos. Por vezes pergunto-me se este país vai melhorar, sem ser proibido beber nas ruas e coisas dessas. Porque noutros países o problema resolve-se com impostos, multas e repreensões por parte do pai, o estado.