quarta-feira, janeiro 18, 2006

See a Secret...Share a Secret










PostSecret is an ongoing community art project where people mail-in their secrets anonymously on one side of a homemade postcard.



ver http://postsecret.blogspot.com/
sexta-feira, janeiro 13, 2006

Chico-espertismo


Esta tarde, enquanto esperava a minha vez para entrar num eléctrico para visitar a minha mãe, vi o que posso apenas classificar como uma velha safada, com a mania que é chico-esperta. A senhora “mais adulta”, com a maior cara podre, passou a frente de todos os presentes nessa fila, onde se incluíam “mais adultos” que ela, mulheres e homens, nem olhou para trás quando eu exclamei que chico-esperto não tem idade nem sexo (não resisti).

O que temos mais neste país são pessoas chico-espertas, alias há quem diga que na tuga não há outra forma de sobreviver. Eu discordo, até porque temos grande orgulho no nosso chico-espertismo e no nosso desenrascanço. Mas se abrirmos os olhos de vez em quando podemos reparar, que temos muitos irmãos sul-americanos (brasileiros) por cá a mostrar aos tugas que nós até somos fracos em ambos. Quem duvidar que peça ao jovem que lhe serve café no seu canto de reunião lá do bairro, para lhe contar uma ou mais histórias do desenrascanço brasuca que ele tenha visto. Há mais, se nós é que somos chico-espertos, como é que na disneyworld em Miami, existem regras e conselhos especiais para quem vem do Brasil. Ensinam coisas como; Furar fila não se faz, primeiro paga, depois consomem e outras coisas para deixar envergonhado qualquer povo no mundo.

Mas nós, tugas, que estamos em todo lado, que tanto nos orgulhamos de ser os mais em tudo que era melhor não ser: Acidentes rodoviários, festa com mais cerveja bebida por cabeça, mais motas de alta cilindrada por habitante e outros que agora não recordo, é que somos chico-espertos. Por vezes pergunto-me se este país vai melhorar, sem ser proibido beber nas ruas e coisas dessas. Porque noutros países o problema resolve-se com impostos, multas e repreensões por parte do pai, o estado.
sexta-feira, janeiro 06, 2006

Dores


Esta noite imaginei como seria a descoberta de um fim trágico e fatal, precocemente anunciado. Tenho que explicar, sou de uma geração onde não basta ser alguém que é bom no que faz. Algum ponto da evolução humana nos levou a necessitar de 36 horas por dia, atenção constante e eterna, ter medo de qualquer coisa que se faça, por mais inofensivo que possa ser. Sou também de uma geração que cresceu com um pesado fardo, no nosso amor umas pelos outros. Falo da S.I.D.A., o maior flagelo no amor entre jovens, velhos e todos os do meio; as pessoas.

Imaginei por momentos o dia da descoberta de tão trágico fim. Um dia chegar a casa e ter no correio uma carta. Esta carta vindo de uma qualquer clínica de exames para uma causa banal, busca de emprego, seguro de saúde, ou outra burocracia estranha e criada para dar trabalho a mais alguns pobres desgraçados. Dentro da carta uma fila destacada por letras ligeiramente maiores. Pode se ler: “H.I.V. – POSITIVO” e nada mais que nos chame a atenção. O fim de nossas vidas é assim anunciado mais curto que previsto. Não saber quando vem ajuda a não confrontar os problemas. Será a S.I.D.A. uma vingança da natureza por não sabermos mais como nos matarmos ? Uma forma de deus nos mandar acalmar este nosso ritmo de fazer tudo, sem pensar ? Será apenas uma das nossas (humanidade) asneiras em um qualquer laboratório de um governo cegado por ganância ? Como espero estar muito enganado e a solução ser esta sim uma descoberta de um canto de um laboratório.

Musicas como "Philadelfia" do Boss e "Remorso" dos Da Weasel, podem fazer uma mente divagar na maionese. Beijo
segunda-feira, janeiro 02, 2006

Novas noites, novos dias


Começo este ano com a lembrança de outros anos.
Lembro neste momento o ano novo de 2003/2004. Foi passado em Madrid, e por lá vi coisas que contadas podem parecer estranhas mas são verdade. No dia trinta de dezembro de 2003, sai de Lisboa em direcção a Rio de Mouro. Fui buscar o parceiro de viagem. Este entrou no meu carro com 5 euros, muita comida algumas diversões e vontade de aventura. A parte portuguesa da viagem foi como seria normal, 170 km/h, umas paragems em bombas, e ums cafés para não termos muitas saudades.
Ao chegar perto de Madrid tivemos a nossa primeira visão das terras mais evoluidas, uma fila de transito de vinte quilometros. Lutamos contra o desespero e seguimos em frente. Pouco mais a frente sentimos que estavamos em Portugal. Uma pessoa atravessava a autoestrada a pé. Como este mundo não é pequeno nem nada, o gajo era do I.A.D.E. .
Umas horas mais tarde após visitas a amigos e entrega de malas no lugar onde ficariamos, uma festa nas Puertas Del Sol e umas voltas tivemos mais um filme. Peço que lembrem que isto foi em Madrid. Um individuo de raça negra (como no telejornal) veio até nós. Trazia umas calças de fato de treino, um casaco dentro do mesmo estilo, um caminhar gingado e um sotaque conhecido. Proferiu uma frase nunca por mim ouvida na vida: "che, tems uma mortalha?". Neste mesmo idioma em vos escrevo me falava este ser. Pedia uma papel e como em ocasiões anteriores eu sacei o seu desejo de ter um papel de arróz para enrolar um cigarro especial. O mitra tuga pos na minha mão os ingredientes para o cigarro que queria fumar e pediu-me para o enrolar. Contou-me a sua vida, o trajeto até Madrid e o sucesso que fazia com as nativas. Pouco fumou e como chegou, se foi. As voltas que este mundo dá.
Outras passagems de ano ficam para outro dia. Não fuji, apenas tenho menos tempo na frente de um computador, por isso peço que de vez em quando vejam se escrevi algo, podem ter uma surpresa.
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