quarta-feira, novembro 09, 2005

O fim do mundo


Tenho de alguns dias para cá uma ideia fixa na cabeça. A ideia de que Isaac newton tinha razão. Não me refiro a sua famosa teoria da maça. Sei que existe a gravidade, no entanto começo também a acreditar nos seus cálculos que falam no fim de tudo como o conhecemos.

Passo a explicar, Newton escreveu que o dia do julgamento final, o apocalipse, o fim de tudo como o conhecemos chegará no ano de 2060. No entanto eu tenho pequenas alterações a esta teoria, uma teoria mais perto da teoria da vida, onde a maior doença mortal é a vida. Mas se tudo o que nasce, nasce com um tempo limitado pelas leis orgânicas, eu começo a acreditar que mesmo assim algo ou alguém acha que já fizemos merda a mais neste mundo.

Mas vou tentar explicar a minha teoria com exemplos mais fáceis de perceber. A 10 de Setembro de 2001, eu fiz o meu 21º aniversário. No dia seguinte vi na televisão algo que iria mudar a relativa paz que o mundo vivia, o atentado as torres gémeas. Todos concordamos (uns mais que outros) que pessoas conscientes, responsáveis e mentalmente sãs, não fariam uma estupidez dessas. Mas é mais fácil acreditar que de um louco se trata, do que pensar que os talibans estavam a acabar com o fornecimento de ópio para os E.U.A. e que o governo americano precisava de garantir a “moca” do seu povo, precisava de garantir que o povo não começa-se a fazer demasiadas perguntas sobre quem os preside, sobre como são presididos. Pensar que tudo é culpa de um louco multimilionário fanático, que por ódio aos Estados Unidos (háha Unidos a que?) é muito mais fácil.

Mas claro os devaneios de Bush ou de seu governo não provam que o mundo está perto daquele dia. Pouco depois tivemos na Ásia o Tsunami, que apesar do nome não é uma empresa de jogos de vídeo, mas sim o nome de um dos maiores maremotos de que há registo. Milhares de mortos, casas e economias destroçadas e uma vontade enorme de todo o mundo ocidental em mostrar que estava a ajudar em algo. Talvez apenas uma memoria (e está na moda falar desta merda) do que se passou em Lisboa a 1 de Novembro de 1755, mas também talvez um aviso para o verão deste ano.

Neste verão em Portugal tentamos fazer castanhas assadas com tudo o que é verde. Povo de deus, as castanhas são verdes mas o Sporting também e nem por isso se come! Não tentem queimar tudo que é verde, mesmo que com pensamentos “Canabicos”, tentem pensar, quando se queima tudo, no ano que vem, não sobra nada para queimar. Não falo de salvar os nossos filhos, ou de proteger as terras contra a desertificação do solo. Falo de os bons e tradicionais incêndios de verão portugueses, aqueles dos noticiários de Agosto. Não queremos que esses incêndios nos interrompam as férias no Algarve, nem que isso nos traga menos turistas, porque alguns tem que trabalhar, e outros apenas engatam nessas altura do ano e precisam das “bifas” para aprenderem como funciona o sistema sexual antes de casarem com a primeira Maria que lhes de atenção. Sejamos cívicos “carago”.

Vejamos então mais sobre o meu fim do mundo. Este está feito de pequenas coisas. Algumas fruto da minha rebeldia jovem outras fruto de agora já ver 4 canais de televisão em casa e logo ver telejornais. Não façam isso, o desimportante de repente torna-se motivo de stress na nossa vida para nada. Mas vejamos, Os jovens em França queimam carros e autocarros para pedirem a demissão de um ministro só porque este os chamou de escumalha. O Durão Barroso chamou-nos a todos burros a cara e nós aceitamos isso. Os E.U.A. acabaram de passar por inúmeros furacões que destruíram cidades e campos, mas quando os ingleses mandaram para lá ajuda Eles mandaram-na para o México. Tudo neste país subiu nos últimos 3 meses menos o $$ que temos no bolso. E quem queima carros são os franceses. Os Africanos subsarianos, ou lá como é que eles se chamam, querem todos vir para cá (deus os salve de vir para cá nesta altura) para ganhar o que nós não conseguimos nem juntar para viver. É mais barato comprar remédios de marca do que genéricos. Os genéricos em Espanha, pais que ganha mais que o nosso, são 60% mais baratos do que cá. E não falo dos luxos como o tabaco, que agora também pode ser mais barato em Espanha, mas sim de remédios. O nosso melhor candidato a Presidência da Republica é um gajo que há dez anos atrás não era bom para lá estar, ou vejam os resultados eleitorais que foram alcançados por ele na altura, o segundo melhor é um gajo com 81 anos, e o terceiro é que é poeta. Para mim todos os três devem ser poetas, porque escolher entre o Sisudo, o Velho e o Artista, não deveria ter que ser uma opção.

Porque podia escrever mais e porque podia acabar por convencer alguém paro por aqui, mas já sei “tudo que começa tem que acabar!”. MAS NÃO PODIA SER TUDO DE UMA VEZ?

2 comentários:

Anónimo disse...

olá, olá...
Então resolveste brindar-nos com uns textos da tua autoria...

Bem, a verdade é que estou a gostar dessas palavras que andas a soltar por entre linhas perdidas.

Espero que continues a escrever e quem sabe não descobrem que há por aí um copy perdido...

Jokas e boa sorte
Sofia (IADE)

Lisiane Braga disse...

Antony, talvez você não saiba, mas eu estou mais envolvida que nunca em defesa ambiental e sempre penso no quão estúpido o ser humano pode ser. Esse suicídio estúpido travestido de ganância desenfreada. A Bahia está sendo invadida por diversos megaempreendimentos que desrespeitam áreas de desova de tartarugas marinhas, a mata atlântica... Que jogam o esgoto sem tratamento nas praias e nos rios, como é o caso de Sauípe... E assim caminha a humanidade. O movimento de inversão de problemas ainda é mínimo, se comparado ao acelerado "progresso". Seria progresso ao rumo de um colapso??? Isto é problema de todos nós. As Torres Gêmeas?... Bem... Se fosse Bin Laden ele não teria afetado a Casa Branca? Eu adoraria...

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