
Eu gosto de carne,
tu não a comes,
eu fumo,
tu não.
Eu gosto de Prince,
tu não o amas,
tu bebes,
eu não.
Tu procuras o conhecimento,
eu talvez não,
eu uso couro,
tu não.
Eu já era assim antes,
tu também,
eu amo essas diferenças,
tu também.




O verão aqui é estranho. O que me aquece não é o sol.
É o chá, a bebida nacional, agua quente com ervas.
O sol nunca é estável. Nos dias que a meteorologia diz sol,
a maior parte do dia não chove. Não é que faz sol.
É que chove pouco. Dio canno! Ainda não vi um dia
de calor a serio. Por isso que esta malta fica doida.
É preciso pensar noutras merdas e não no verão do Algarve.
É preciso recordar a razão de estar aqui. The big picture.

Certo dia no meio de uma conversa, uma amiga comentava sobre o tamanho
descomunal da pila do seu namorado. Noutra data outra amiga comentava
que seu namorado também tinha um instrumento digno de inveja. Vários
conhecidos em mais de uma ocasião me disseram o tamanho dos seus
respectivos dotes masculinos.
Ou os brancos mentem muito nisto e tem complexos, ou as mulheres ou
homens deles são malta muito satisfeita com a quantidade. Da qualidade
nesse segundo caso tenho que suspeitar, porque tanta infelicidade e
fustracao tem que vir de algum lado! Porque sei a cienca certa que não
e um problema delas. Elas sabem, ou descobrem do que gostam com
facilidade. Basta perguntar, um olhar imquisitivo, um sorriso maroto.
Acho que já sei o que se passa. Como todos tem coisos monstruosos,
pensam que não há nada a aprender. Que sorte que tenho de não ter o
monstro branco nas Calças. Assim posso perguntar, estudar e talvez ate
aprender. Pois o meu e pequeno mas gosta de aprender.
Na próxima encarnacao quero ser um desses gajos e ter uma coisa
enorme. Quero saber como e ser do monte, ser como todos aqueles de que
oiço falar, ter pelo menos algo digno de andar por aí sabendo que sou
baixinho por causa do peso. Saber que faca o que fizer, ELA E ENORME.

Ele esperava o seu metro. Pensava na noite anterior. Pensava no que
não fez, no que não disse. Não havia muito a fazer agora. A segunda
abalava-se sobre ele.
Ele recordava o cheiro do sábado, cheiro de suor com amor. Amor com
falta de Fe? Ou apenas paixao de momentos? Nao queria saber, nao lhe
importava. Apenas sorria, apenas recuperava.
Estava certo de querer algo, algo saudavel, algo rápido. Algo final.
Os seus olhos abriam preguicosamente. Sem foco, sem forca. Sem coragem
de contar algo. Mas aqueles menos de 10% não paravam.
Gatorade, cafe, red bull ou uma birra. Algo para despertar o resto do
corpo.
Caras serias e tristes lhe observam. Mas algo lhe tirava a calma. Uma
sensacao de estar na mira de alguem.
Alguém o olhava fixamente, mas não sabia quem, não sabia onde.
Um toque no ombro despertou-o. Era o seu antigo professor de
matemática. Mas estava diferente estava menos vivo, menos lutador. Via-
se no olhar cansado, na cara abatida.
Este particular personagem aliviou-o, pois já sabia quem o olhava. O
stor Ignacio dizia coisas, coisas que ele não ouvia, o Aipode não
parava de gritar rock estrangeiro. Rock alto. Sorriu ao stor e chegou
o combio.
Stress, reencontro e alivio e ainda nao tinha saído do bairro. Uma se
gunda qualquer de manha.

Passei a ultima copa na polonia, nação que não conhecemos
precisamente pelas suas habilidades com a redonda. Este ano comecei em
Madrid, continuei em Bytom (Polónia), e estou a continuar em Madrid.
Os polacos são mais fãs que os espanhóis! Na terra onde pagam um
colhao de milhões pelo puro CR9, não sabem como e que joga. Não há
bandeiras da seleção deles, não há jogos na tv, não há jogos nos
bares, não para o pais, não para o mundo quando joga "lá roja"!
Estou no pais campeão da Europa e não sei quem esta a jogar neste
momento.
Em 2006 soube a cada momento quem jogava, e quem ganhava. As bandeiras
cobriam tudo, as casas, os carros e as modas.




Um lugar onde posso escrever coisas, reais ou não, que os meus dedos conseguiram digitar.