terça-feira, abril 03, 2007

À pressão 2


Man, como é difícil chegar aqui, precisar de roupa e não levar logo a boa. Um gajo traz a sua gaja ao shopping. Deixa o bólide a lavar. Depois tem que matar as horas até ele estar pronto e ela acabar o filme que veio ver. Vou subir ao andar dos "mens" e ver se há por lá coisas engraçadas para eu ir trabalhar.

Gosto deste fato do Armani, mas estes botões são a armar em fino. Quero uns pretos, iguais ao casaco. Para o fato vou levar uma camisa preta também, para fazer conjunto. Prontos, está tratada a farpela. Agora este fato não combina com o meu telelé, é prateado.

A Bang olufusen, ou lá como se diz isto, tem um telelé, que é giro e combina com o meu traje novo. Vou levar, depois aprendo a usar. Para combinar com tudo isto agora quero um corte de cabelo estilo o Cristiano Ronaldo.

Neste cabeleireiro há muitos maricas mas fazem dão umas tesouradas à moda antiga. Já estou parecido com o Cristiano. Vou ver se o filme acabou, se não tiver acabado, vou por umas jantes iguais aquelas do Victor Baia, o Proche merece. Afinal é dos que tem àlirone.

A Maria já saiu do filme e tem cara de quem tem fome, será que o Gambarinus está aberto? Vou lá ver, também tenho fome. Apetece-me uma lagosta daquelas grandes à brava.

Como é difícil ser um gajo com estilo como eu!
terça-feira, março 27, 2007

À pressão

O carro ligado, ele ao volante, ela já está a demorar mais do que o previsto. Mas lá chega ela, linda como sempre, a correr e a mandar notas para o ar, para distrair e agitas os peões. Mal ela entra no carro este começa a patinar e a fugir tão rápido quanto possível. Ainda bem que roubaram um porsche, sempre é mais rápido que os carros da bófia. Ele pressiona o pedal com força de mais e o carro rodopia, mas sem grandes problemas, apenas um pouco de "Show-off". Alguns quilómetros mais a frente encontramos o porsche abandonado e o casal montado numa moto desportiva, uma R1, creio. Arrancam a toda a velocidade, mas desta vez é ela quem guia, tem mais experiência. Entra no meio de uma concentração de motos, estão a salvo. Há pessoas que trabalham melhor sob pressão. Outras roubam melhor sob press

Turbilhão



Acelerei mais um bocadinho, já ia a 170 km/h. Acendi um cigarro e troquei de CD. Como é fácil ser inconsciente na A2! Encostei à faixa da direita, vinha um Porsche muito mais depressa que eu. Ache que fiquei com inveja e acelerei um pouco mais eu também. O carro parece estar mais estável a 200 km/h do que antes. O Tom Jobim acompanha-me nesta viagem. Canta calmamente as Aguas de Março. Eu puxo e travo uma boa quantidade de fumo e riu. Riu calma e sorrateiramente, tenho um carro da BT atrás de mim. Não me mandou parar, apenas sair da frente, parece que ia em perseguição do Porsche. Que sorte. Fiz uma curva mais apertada, com o pedal a tocar o chão do carro. O transito está todo parado. Acendo os quatro piscas e paro a milímetros de um velho Talbot Samba de capota aberta. Começou o para arranca e eu enrolei um charuto. após 20 minutos de muito pára/arranca, o charuto já estava fumado e descobri o motivo de tamanho turbilhão, o tipo do Porsche estava de joelhos no chão, a chorar. O Porsche estava desfeito, tinha atropelado um pequeno cão, a tentar evitar tal coisa a BT entrou pela traseira do Porsche e os dois agentes que lá se encontravam tinham morrido no embate. Que turbilhão de emoções e ideias deveria estar a passar pela mente daquele homem!
quarta-feira, março 21, 2007

Eu tenho um irmão cão, chama-se D2. O D2 é um pequeno Jack Russel, pequeno mas muito macho. Ele é engraçadinho, tem muita genica e personalidade, todos lhe acham muita graça. Mas a graça dele vem do facto de reclamar e protestar com qualquer coisa que se mexa, principalmente se for maior do que ele, ou se não entender que é. Quando passa outro cão ele ladra, quando passa alguem e não olha para ele, ele ladra. O D2 ladra quando se fala em OTA, o D2 ladra quando o mar invade a Caparica, ele até ladra quando o querem ajudar. O D2 diz que quer baixar os impostos, os seus amigos dizem a toda gente que está parvo. Até os cães mais feios e tristes, que já tiveram a chance de estar no lugar deles gozam com ele. O D2 gosta de ser o chefe da oposição lá de casa, mas ninguém o leva a sério. Será que o meu irmão devia concorrer a presidente do PSD? Ou será que ele não consegue fazer pior do que alguém que já lá está? O inimigo numero um do D2 é que agradece.

Ps: desculpa D2.
terça-feira, março 20, 2007

O responsável


Liguei a caixinha das surpresas, das mentiras e das informações. Estava um senhor muito zangado com o mar, porque o malvado tinha feito algo que todos sabiam que ele ia fazer e ninguém fez nada para o impedir. Ouvi melhor e percebi que o senhor não estava zangado com o mar, estava zangado com o responsável pelo sucedido. Ouvi mais e entendi que este senhor tinha ideias de como impedir que o mar fizesse aquilo que o zangou tanto, mas não fez nada. Agora quer saber quem é o responsável. Se ele tinha uma solução e não fez nada, não é ele o tal de responsável? Ou ele acha que outra pessoa que não foi afectada pela malvadeza do mar devia sair prejudicado por isso? Já não chega as pessoas que foram afectadas por tal maldade? Pensei um pouco mais nesse assunto e cheguei a mais umas perguntas, que, pá, não devíamos era pensar em como resolver o problema? É que eu tenho reparado que na caixinha de imagens muitas pessoas perguntam quem é o responsável, como na novela que perguntam quem é o Tubarão, mas o Tubarão até é uma personagem de um programa, mas o tal de responsável nunca ninguém o viu e aparentemente não é ele que vai resolver os problemas, apenas é alguém que se vai perder algo para juntar aos outros que já perderam.

Viva a política nacional !


Não sou membro nem simpatizante do CDS/PP, mas acho estranho o que se passa por lá. O gajo que se demitiu da liderança deste partido, na altura eleito em congresso, agora quer voltar para esse mesmo cargo de outra forma, através de eleições directas, eleições directas essas que ele não tornou possível quando por lá andava. A fome de voltar a esse cargo é tanta que chega mesmo a dizer que vem para resolver os problemas do partido e fazer oposição digna ao governo. OPOSIÇÃO DIGNA????????? Ele quer chegar a líder do seu partido de forma no mínimo suspeita, depois de ter deixado o partido na merda e ter abandonado o partido, quando o este mais precisava dele e tem a distinta lata de usar a palavra digna! Sou só eu ou isto é um pouco incoerente? Já para não falar de acusar os órgãos do seu partido do que apenas entendo como de não fazer a vontade ao menino. Não era este maricas que era contra os direitos dos homossexuais? Maricas e não homossexual, porque os homossexuais eu respeito, normalmente são mais coerentes com o que dizem. Este é mais ir aos meninos de Jaguar e dizer mal de quem faz o mesmo.
sábado, março 17, 2007

Pressão


3 da manhã, agencia quase vazia, uma única alma resta. O copy tenta levantar uma bola de futebol com cara de preocupação. Não consegue. Senta-se, põe os phones e liga o itunes. Escolhe motorhead para o ajudar a sentir a pressão que sente.

Este copy tem que criar um slogan para uma marca que vende um produto indiferenciado, açúcar de pacote de papel, 1 kg.

A musica começa a acelerar, a sua cabeça começa a abanar a um ritmo verdadeiramente frenético. Os seus olhos fecham-se. e de repente pára. Pega numa folha de papel e escreve 20 frases sem sentido e em nada ligadas ao tema. Respira fundo e sorri. Ele sabe que sob pressão trabalha melhor. Com cara de quem inventou a pólvora, escreve: Açúcar XXYY o mais doce de marte e de plutão.

Na manhã seguinte sentiu um mau estar, "Está uma merda" pensou. Mas mesmo assim apresentou o seu slogan ao seu chefe. Este bateu palmas e disse, "encontraste um segmento por explorar num mercado todo explorado e ninguém pode provar que é verdade ou mentira.". Ele riu e pediu o briefing desse dia.

Mão de Vaca


O velho queria saber de tudo, tudo o que por ali se passava, tudo o que iria passar e acima de tudo, de todos que por ali passavam. Era rato, sabia a toda. Uma moeda que no chão caísse, era dele, um espirro por uma mulher dado, era dele o santinho, sabia a toda. Mas tinha um problema, queria sair de lá, sem gastar dinheiro e sem nada perder, sem ficar por saber que se tinha passado, sem ficar por saber quem lá tinha passado. Problemas de um mão de vaca.
sexta-feira, março 09, 2007

Quarto dia de testes, Mário estava cansado de chegar a aquela sala muito cedo, sair de lá muito tarde e nada saber sobre o seu processo. Hoje tinha por fim os testes psicotécnicos, aqueles que iriam separar 5 candidatos de todo o resto do grupo. Após o teste esperou na salinha impacientemente durante duas horas até ser chamado. Quando o foi já estava impaciente. Foi-lhe dito dentro da sala que as aptidões dele não pareciam corresponder ao que se queria para aquela vaga. Suou frio e continuou a ouvir. No entanto deveria voltar dois dias depois para uma outra conversa com a mesma pessoa. Foram os dois dias mais longos da sua vida, não dormiu, mal comeu e descobriu uma ansiedade dentro de si que desconhecia. Finalmente chegou o dia. Mário com grande ânsia foi então para a sala de espera que conhecia já bem. Porem desta feita ele era o único candidato ali presente. Quando foi chamado, não sabia que cara por, feliz, confiante, humilde? Ainda na indecisão entrou na sala. A conversa começou pelo seu estado de espirito. Foi então convidado para um cargo que nunca sonhou ter antes dos trinta anos de idade, só tinha 26. Foi convidado para vice presidente do departamento onde o seu curriculum e experiência mais pareciam corresponder, Musica. Soltou um quase inaudível grito de felicidade e ao sair da sala, com os detalhes acertados riu muito e pensou se poderia mesmo ter aquele descapotável que lhe tinham dito na entrevista. Finalmente tudo corria bem.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Longe daqui


Hoje gostaria de estar em Porto Seguro,
Queria estar na praia a apanhar sol. Tenho saudades de amendoins comidos na praia enquanto se espera por um peixe frito muito bom. Quero comer acarajé com muita pimenta. Quero estar de calções.
sexta-feira, fevereiro 16, 2007

So, mas nao mal acompanhada.


-Mas que tarde linda, meus amores. Vamos dar uma volta?- Disse Joana já à porta de casa.
Não teve resposta, saiu. Foi passear à beira do mar, estava um sol fortíssimo, mas não estava muito calor. Só o suficiente.

Joana ia a rir-se sozinha. Pensava na cara do seu irmão quando viu que ela usava apenas um shortinho e um mínimo top. "Mas que raio", pensou, "Tenho um corpo bonito!" e mais uma vez sorriu.

Mais à frente viu um gato, daqueles com músculos na barriga e cara de safado, pensou em dar-lhe uma trinca. Ele estava a olhar com cara de gula. Ela chamou-o com os olhos, mas apenas para lhe dizer:
- És gostoso, comia-te todo, mas de ti só quero um beijo, pois antes só do que mal acompanhada.- beijou-o, riu e foi para casa.

O HIV apanhado num momento de fraqueza


Noticia de um jornal que me pôs um sorriso na cara.

A imagem poderá tornar-se histórica. Mostra pela primeira vez, com uma nitidez atómica, a ligação entre dois inimigos: uma proteína do vírus da sida (HIV) – a famosa gp120 – e um raro anticorpo com provas dadas para neutralizar o HIV.

A proteína gp120 é como uma chave que abre ao HIV as portas das células do nosso sistema imunitário, ao encaixar-se nos receptores CD4 destas células. O anticorpo, chamado b12, é especial: encontra-se só no sangue de pessoas que sobrevivem há muito tempo com o vírus da sida no corpo.

Mas o que é que o anticorpo tem de diferente? Por que é mais eficaz face às artimanhas do vírus? A equipa de Peter Kwong, dos National Institutes of Health (NIH), EUA, que publica hoje os seus resultados na revista "Nature", conseguiu finalmente responder a esta pergunta com imagens como esta espectacular fotografia 3D, obtida por cristalografia de raios X.

Primeira conclusão: o anticorpo b12 (a fita verde) liga-se à proteína gp120 do HIV (a vermelho) no mesmo local (a amarelo) onde se estabelece a primeira ligação do vírus com os receptores CD4. Ou seja, o alvo do anticorpo b12 é uma parte do HIV que se encontra particularmente vulnerável na altura em que o vírus ataca novas células.

Mas, ainda mais importante, é que a ligação com o anticorpo b12 deixa a proteína gp120 inalterada, podendo impedir o HIV de fintar o sistema imunitário. Há muito tempo que os especialistas procuravam um ponto fraco do HIV: uma região exposta e invariável do seu invólucro. “Esta é sem dúvida uma das melhores pistas [para o desenvolvimentos de vacinas contra o HIV] dos últimos anos”, diz Gary Nabel, um dos elementos da equipa, citado por um comunicado dos NIH. Texto: Ana Gerschenfeld. Foto: NIAID


In Publico
quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Jah Mobile


Estava a qui a pensar, nunca introduzi o Jah Mobile, o peugeot 205 (velho), que me transporta, tenho aqui uma foto de um parecido, o JM é cinza e tem esse nome pela matricula dele ##-##-JM.

O corno de Ouro



Chegaram a Goa, prontos para a festa. Eram três, o João, a Vanessa e a Luisa. Jovens e um pouco loucos. Tinham tudo pronto, Cd´s, psicotrópicos e luzes. Só faltava o catering.

Foram então falar com o seu sócio Naresh, para saber onde procurar um serviço vegetariano de catering. Naresh levou-os a uma quinta famosa nas redondezas por esse mesmo serviço, Foram a zona das Fontainhas à quinta Lotus. À porta viram uma estatua de um animal com um brilhante corno de ouro. Param para a fotografar. Algo estranho aconteceu, Ao ver na maquina a foto apenas se podia ver o corno de ouro. Entraram na casa e falaram com Somvir o dono da quinta Lotus, e perguntaram sobre o que se tinha passado com a estátua. Somvir riu e disse que se conseguissem imortalizar a estatua podiam levar o corno. Vanessa logo tirou da sua mala uma tela e um lápis e começou a desenhar. Levaram o corno, que estranhamente soltou-se apenas a Vanessa.

Dois dias depois, já no avião, Vanessa não se lembrava de como tinha chegado ali, não lembrava nada depois de tirar o corno na estatua. No entanto notou que tanto o João como a Luisa pareciam diferentes, mais brilhantes, mais sorridentes. Perguntou então que e tinha passado. Ambos riram e perguntaram se ela não se lembrava do fim de semana mais louco de sempre. Ela sorriu e olhou para baixo. Viu então que os seus sapatos eram feitos de ouro, do mesmo ouro do corno.

Ao chegar a Lisboa já sabia que tinha feito amor com ambos os seus amigos e sentiu algo diferente nela, algo vivo.

Nove meses depois ambas tiveram filhos, ambos filhos de João, ambos iguais. Até hoje não sabem, os três, que poder teria aquele corno, mas ainda o guardam na sala da casa que compartilham.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007

O Tio Amizade


O Tio Amizade, como o chamavam, conhecia todos. Conhecia os seus amigos e os amigos deles. Conhecia os seus inimigos e os inimigos deles. Conhecia todos. O Tio Amizade como o chamavam era amigo de todos, só dependia do dia, do vento, do passado. O Tio governava a sua terra, qualquer um podia lá entrar, sair é outra conversa, mas entrar era fácil. O Tio fazia questão de conhecer todos os visitantes que fossem a Amizade. Recebia cada um deles como se tratasse de um filho, mesmo os mais suspeitos, principalmente os mais suspeitos. O Tio sabia que qualquer um tem uma história para contar, pode ser que seja boa. O Tio deixava entrar todos, mas para sair era preciso asneirar, trair a confiança do tio, nessa altura essa pessoa estava morta em Amizade, nunca mais seria aceite pelo Tio, pois apesar de só o Tio mandar em Amizade, todos lá eram felizes por lá estar. O Tio aceitava todas as opiniões, todas as ideias, mas nunca a traição, nem de um irmão.

O Tio hoje manda lá em casa, mas pouco, mas ninguém esquece a sua Amizade.
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