sexta-feira, março 09, 2007

Quarto dia de testes, Mário estava cansado de chegar a aquela sala muito cedo, sair de lá muito tarde e nada saber sobre o seu processo. Hoje tinha por fim os testes psicotécnicos, aqueles que iriam separar 5 candidatos de todo o resto do grupo. Após o teste esperou na salinha impacientemente durante duas horas até ser chamado. Quando o foi já estava impaciente. Foi-lhe dito dentro da sala que as aptidões dele não pareciam corresponder ao que se queria para aquela vaga. Suou frio e continuou a ouvir. No entanto deveria voltar dois dias depois para uma outra conversa com a mesma pessoa. Foram os dois dias mais longos da sua vida, não dormiu, mal comeu e descobriu uma ansiedade dentro de si que desconhecia. Finalmente chegou o dia. Mário com grande ânsia foi então para a sala de espera que conhecia já bem. Porem desta feita ele era o único candidato ali presente. Quando foi chamado, não sabia que cara por, feliz, confiante, humilde? Ainda na indecisão entrou na sala. A conversa começou pelo seu estado de espirito. Foi então convidado para um cargo que nunca sonhou ter antes dos trinta anos de idade, só tinha 26. Foi convidado para vice presidente do departamento onde o seu curriculum e experiência mais pareciam corresponder, Musica. Soltou um quase inaudível grito de felicidade e ao sair da sala, com os detalhes acertados riu muito e pensou se poderia mesmo ter aquele descapotável que lhe tinham dito na entrevista. Finalmente tudo corria bem.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Longe daqui


Hoje gostaria de estar em Porto Seguro,
Queria estar na praia a apanhar sol. Tenho saudades de amendoins comidos na praia enquanto se espera por um peixe frito muito bom. Quero comer acarajé com muita pimenta. Quero estar de calções.
sexta-feira, fevereiro 16, 2007

So, mas nao mal acompanhada.


-Mas que tarde linda, meus amores. Vamos dar uma volta?- Disse Joana já à porta de casa.
Não teve resposta, saiu. Foi passear à beira do mar, estava um sol fortíssimo, mas não estava muito calor. Só o suficiente.

Joana ia a rir-se sozinha. Pensava na cara do seu irmão quando viu que ela usava apenas um shortinho e um mínimo top. "Mas que raio", pensou, "Tenho um corpo bonito!" e mais uma vez sorriu.

Mais à frente viu um gato, daqueles com músculos na barriga e cara de safado, pensou em dar-lhe uma trinca. Ele estava a olhar com cara de gula. Ela chamou-o com os olhos, mas apenas para lhe dizer:
- És gostoso, comia-te todo, mas de ti só quero um beijo, pois antes só do que mal acompanhada.- beijou-o, riu e foi para casa.

O HIV apanhado num momento de fraqueza


Noticia de um jornal que me pôs um sorriso na cara.

A imagem poderá tornar-se histórica. Mostra pela primeira vez, com uma nitidez atómica, a ligação entre dois inimigos: uma proteína do vírus da sida (HIV) – a famosa gp120 – e um raro anticorpo com provas dadas para neutralizar o HIV.

A proteína gp120 é como uma chave que abre ao HIV as portas das células do nosso sistema imunitário, ao encaixar-se nos receptores CD4 destas células. O anticorpo, chamado b12, é especial: encontra-se só no sangue de pessoas que sobrevivem há muito tempo com o vírus da sida no corpo.

Mas o que é que o anticorpo tem de diferente? Por que é mais eficaz face às artimanhas do vírus? A equipa de Peter Kwong, dos National Institutes of Health (NIH), EUA, que publica hoje os seus resultados na revista "Nature", conseguiu finalmente responder a esta pergunta com imagens como esta espectacular fotografia 3D, obtida por cristalografia de raios X.

Primeira conclusão: o anticorpo b12 (a fita verde) liga-se à proteína gp120 do HIV (a vermelho) no mesmo local (a amarelo) onde se estabelece a primeira ligação do vírus com os receptores CD4. Ou seja, o alvo do anticorpo b12 é uma parte do HIV que se encontra particularmente vulnerável na altura em que o vírus ataca novas células.

Mas, ainda mais importante, é que a ligação com o anticorpo b12 deixa a proteína gp120 inalterada, podendo impedir o HIV de fintar o sistema imunitário. Há muito tempo que os especialistas procuravam um ponto fraco do HIV: uma região exposta e invariável do seu invólucro. “Esta é sem dúvida uma das melhores pistas [para o desenvolvimentos de vacinas contra o HIV] dos últimos anos”, diz Gary Nabel, um dos elementos da equipa, citado por um comunicado dos NIH. Texto: Ana Gerschenfeld. Foto: NIAID


In Publico
quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Jah Mobile


Estava a qui a pensar, nunca introduzi o Jah Mobile, o peugeot 205 (velho), que me transporta, tenho aqui uma foto de um parecido, o JM é cinza e tem esse nome pela matricula dele ##-##-JM.

O corno de Ouro



Chegaram a Goa, prontos para a festa. Eram três, o João, a Vanessa e a Luisa. Jovens e um pouco loucos. Tinham tudo pronto, Cd´s, psicotrópicos e luzes. Só faltava o catering.

Foram então falar com o seu sócio Naresh, para saber onde procurar um serviço vegetariano de catering. Naresh levou-os a uma quinta famosa nas redondezas por esse mesmo serviço, Foram a zona das Fontainhas à quinta Lotus. À porta viram uma estatua de um animal com um brilhante corno de ouro. Param para a fotografar. Algo estranho aconteceu, Ao ver na maquina a foto apenas se podia ver o corno de ouro. Entraram na casa e falaram com Somvir o dono da quinta Lotus, e perguntaram sobre o que se tinha passado com a estátua. Somvir riu e disse que se conseguissem imortalizar a estatua podiam levar o corno. Vanessa logo tirou da sua mala uma tela e um lápis e começou a desenhar. Levaram o corno, que estranhamente soltou-se apenas a Vanessa.

Dois dias depois, já no avião, Vanessa não se lembrava de como tinha chegado ali, não lembrava nada depois de tirar o corno na estatua. No entanto notou que tanto o João como a Luisa pareciam diferentes, mais brilhantes, mais sorridentes. Perguntou então que e tinha passado. Ambos riram e perguntaram se ela não se lembrava do fim de semana mais louco de sempre. Ela sorriu e olhou para baixo. Viu então que os seus sapatos eram feitos de ouro, do mesmo ouro do corno.

Ao chegar a Lisboa já sabia que tinha feito amor com ambos os seus amigos e sentiu algo diferente nela, algo vivo.

Nove meses depois ambas tiveram filhos, ambos filhos de João, ambos iguais. Até hoje não sabem, os três, que poder teria aquele corno, mas ainda o guardam na sala da casa que compartilham.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007

O Tio Amizade


O Tio Amizade, como o chamavam, conhecia todos. Conhecia os seus amigos e os amigos deles. Conhecia os seus inimigos e os inimigos deles. Conhecia todos. O Tio Amizade como o chamavam era amigo de todos, só dependia do dia, do vento, do passado. O Tio governava a sua terra, qualquer um podia lá entrar, sair é outra conversa, mas entrar era fácil. O Tio fazia questão de conhecer todos os visitantes que fossem a Amizade. Recebia cada um deles como se tratasse de um filho, mesmo os mais suspeitos, principalmente os mais suspeitos. O Tio sabia que qualquer um tem uma história para contar, pode ser que seja boa. O Tio deixava entrar todos, mas para sair era preciso asneirar, trair a confiança do tio, nessa altura essa pessoa estava morta em Amizade, nunca mais seria aceite pelo Tio, pois apesar de só o Tio mandar em Amizade, todos lá eram felizes por lá estar. O Tio aceitava todas as opiniões, todas as ideias, mas nunca a traição, nem de um irmão.

O Tio hoje manda lá em casa, mas pouco, mas ninguém esquece a sua Amizade.
sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Junto à praia


Uma tarde de sol arrasador, o Paulo estava a ver as meninas a bronzear na areia. De cima do paredão a pele delas tem um brilho especial e ele gostava de o ver, um brilho como as brasileiras das revistas da sua mãe. Ele sonhava com a atenção de uma delas, a Leonarda, a Leoa. A dona do mais belo corpo de toda a Nazaré, e possuidora do mais apetitoso rabinho.

Paulo tinha apenas 15 anos, mas sabia muito bem o que queria, a Leoa. Olhava com calma para cada pormenor daquelas belas costas e daquele cuzinho saboroso. Durante este processo teve uma ideia para mudar a sua situação de platónica a viável. Desceu para a praia.

″Leoa, Leoa, tenho que te contar uma coisa!″ - Gritou Paulo. Para depois lhe contar que tinha prometido ao padre que nunca mais guardaria sentimentos nobres para si. Ao ver que ela não entendia o porquê de tal revelação, então explicou, o amor é um sentimento nobre e ele nutria o mesmo por ela. Apesar de ele ser 2 anos mais novo, ela notou que de menino aquele corpo nada tinha, gostou. Disse-lhe então para não parar no uso do verbo, para escrever esses sentimentos e le-los a ela essa noite na praça, perto do café central.

Depois da novela das 8 chegava a Leoa à esplanada do café central, onde viu o Paulo, sentado numa mesa com uma carta de aspecto grosso. Sentou-se na sua mesa e olhou para os olhos do miúdo. Estava algo nervoso mas parecia seguro de seu sucesso. Ela puxou-o pela mão e disse-lhe ao ouvido que a acompanha-se. Foram para a praia, onde antes que ela pudesse dizer algo o Paulo lhe roubou um beijo. Ela não deixou a situação ficar assim, respondeu-lhe com um beijo daqueles para não se esquecer e deitou-o na areia.

Como correu o resto noite eu não posso dizer, mas os filhos deles apostam que houve festa na praia.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Patria que pariu


Uma prostituta chamada Brasil se esqueceu de tomar a
pílula, e a barriga cresceu
Um bebê não estava nos planos dessa pobre meretriz de
dezessete anos
Um aborto era uma fortuna e ela sem dinheiro
Teve que tentar fazer um aborto caseiro
Tomou remédio, tomou cachaça, tomou purgante
Mas a gravidez era cada vez mais flagrante
Aquele filho era pior que uma lombriga
E ela pediu prum mendigo esmurrar sua barriga
E a cada chute que levava o moleque revidava lá de
dentro
Aprendeu a ser um feto violento
Um feto forte escapou da morte
Não se sabe se foi muito azar ou muita sorte
Mais nove meses depois foi encontrado, com fome e com
frio,
Abandonado num terreno baldio
Pátria que me pariu! Quem foi a pátria que me pariu!?
A criança é a cara dos pais mais não tem pai nem mãe
Então qual é a cara da criança?
A cara do perdão ou da vingança?
Será a cara do desespero ou da esperança?
Num futuro melhor, um emprego, um lar
Sinal vermelho, não da tempo prá sonhar
Vendendo bala, chiclete...
Num fecha o vidro que eu num sou pivete
Eu não vou virar ladrão se você me der um leite, um
pão, um vídeo game e uma televisão
Uma chuteira e uma camisa do mengão
Pra eu jogar na seleção, que nem o Ronaldinho
Vou pra copa vou pra Europa...
Coitadinho! Acorda moleque! Cê num tem futuro!
Seu time não tem nada a perder
E o jogo é duro! Você não tem defesa, então ataca!
Pra não sair de maca
Chega de bancar o babaca!
Eu não aguento mais dar murro em ponta de faca
E tudo o que eu tenho é uma faca na mão
Agora eu quero o queijo. Cade?
To cansado de apanhar. Tá na hora de bater!
Pátria que me pariu!
Quem foi a pátria que me pariu!?
Mostra tua cara, moleque! Devia tá na escola
Mas tá cheirando cola, fumando um beck
Vendendo brizola e crack
Nunca joga bola mais tá sempre no ataque
Pistola na mão, moleque sangue bom
E melhor correr que lá vem o camburão
É matar ou morrer! São quatro contra um!
Eu me rendo! Bum! Clá! Clá! Bum! Bum! Bum!
Boi, boi, boi da cara preta pega essa criança com um
tiro de escopeta
Calibre doze na cara do Brasil
Idade catorze estado civil morto
Demorou, mais a sua pátria mãe gentil conseguiu
realizar o aborto

(Gabriel o Pensador)

Um bigo




Já escrevi sobre este tema no passado, mas ainda não me passou a pancada. Adoro um bom umbigo.


6ª a tarde, dia de merda. Quero comprar um desportivo, mas não tenho mãos para ele. Quero 3 putas, mas não tenho cabedal para isso. Comprar uma casa em Portugal demora muito, morro antes, fazer o quê?

Amanhã tenho outra festa. Mais alguns sanguessugas a querer uns melreis da minha conta. Vão trabalhar vagabundos. Os meus filhos já não falam comigo sem ser para me cravar, foda-se. Quero chorar, mas tenho medo de ser visto. Ainda me internam pela massa. Vou é beber na festa.

Tive uma ideia, vou lixar estes gajos todos, vou dar o que resta da massa a malta que não conheço, mas como? Talvez no casino... Só perdi 200 contos no casino, estou farto de não saber o que fazer a este dinheiro. Talvez faça uma lista de nomes parvos e os registre como meu herdeiros. Melhor ainda, vou a lista telefónica.

Vou endoidecer estes gajos no dia do testamento, ha ha ha.

Carnavais passados


Bons dias passaram enquanto carnavais vieram e foram. Num ano que não posso precisar a coisa foi memorável. Arrancamos de Piatã no buggy mais velho do mundo com este louco aos comandos.

Ao chegar à Barra estacionamos nada mais nada menos do que no parque da Policia. "Playba, ai não pode!" - gritava o policia militar! Não ligamos, ter as costas quentes tem vantagens.

Beija esta, beija aquela e eu já entendia o charme do Carnaval de Salvador. Vi uns olhos azuis brutais a olhar na minha direcção. Fiquei maluco, corri aos olhos que vi. Quando alcancei tão belos mirantes, não aguentei, beijei a sua dona. Ao contrario do que tinha anteriormente acontecido não fui embora após um beijo, nem dois. Demos muitas voltas pelo circuito do carnaval. Depois fomos para o buggy mais velho do mundo e arrancamos para uma praia escondida que conheço. Passamos muitas horas a treinar biologia aplicada e a amar cada segundo que passamos. Mas como toda loucura de carnaval depois deixei-a em casa e fui para a minha.

Três dias depois começaram as aulas. Colegas novos, professores novos e psicóloga nova... Nova para todos menos para mim, e tinha uns enlouquecedores olhos azuis!
segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Era uma vez...


Era uma vez uma nação que foi convocada a pensar. Era uma nação pequenina, ignorante mas muito orgulhosa das suas tradições. Nesta nação o pensar não era uma tradição, nem uma obrigação. Chamemos-lhe Portugal.

Portugal foi chamada a pensar sobre o destino a dar às suas filhas que por ser tradicionalistas tinham ficado carregadas. Mas apesar de suas filhas precisarem de ajuda, Portugal não ouvia, mandava as meninas a sua vizinha, a Espanha trata de ti, ela trata bem de todos os meus filhos e filhas. Algumas foram, outras descarregaram em casa da mãe mesmo. Portugal não gostava de ser desafiada e as suas filhas castigou.

Os filhos e filhas de Portugal pediram-lhe que pensa-se na asneira que fazia, pois um filho é sempre um filho. Tradições, igreja e conformismo foram as soluções que Portugal encontrou. As filhas ficaram a sofrer e a morrer pelos cantos da casa, mas Portugal fingiu não ver, que se o olho não vê o coração não sofre. Portugal não pensou, mas mantém a sua orgulhosa tradição.
quarta-feira, janeiro 24, 2007

Diz que não, diz que sim!


Dia 11 de Fevereiro vamos ser chamados a dar a nossa opinião sobre a legalização do aborto até às 10 semanas de gravidez. Muitas opiniões há, umas pelo sim, outras pelo não. Desde já digo, sou pelo sim.

Tenho ouvido e lido atentamente os dois lados. Chego a conclusão que dois dos mais influentes opinion makers portugueses que defendem o não o fazem por culpa do português usado pelo PS. Que o fazem porque querem que se oiça a opinião deles, não querem ficar sem o seu espaço nos media. São este dois Marcos Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa. Antes de mais deixo extractos de textos que li.

“o líder social-democrata fala também sobre a prisão de mulheres que fazem abortos, dizendo que não é favorável à pena de prisão para uma mulher que decide interromper a gravidez,” Publico

“Quem teve a ideia deste referendo fui eu em Outubro de 1996.” Marcelo Rebelo de Sousa in www.assimnao.org

Depois de ler isto será possível levar a sério as suas opiniões pelo não? Do mini-me nem digo nada, não vale as palavras, mas do Professor martelo... ... o que ele nos diz é que é pelo não por uma questão semântica. Isso é como ser contra uma vacina contra a Sida porque é produzida pelo PS, a embalagem é feia e a sua venda seria um sucesso para o partido. Quer isto dizer que se Sócrates não apoiasse o sim ele o faria? Não me cabe responder.

Como sou português, maior de 18 e posso votar, vou faze-lo. Tenho a certeza que nenhuma mulher toma de animo leve uma decisão como abortar, por muito que seja legal, ao contrario do que diz mini-me um aborto não é "um sinal de facilitismo". Conhece alguém que tenha feito um aborto por ser fácil? Diria que não, um aborto é uma coisa muito difícil para o corpo e acima de tudo para a mente. Conheço uma mulher que fez um aborto, até hoje tem marcas disso. Não no corpo, mas onde só ela pode ver.

'É difícil combater corrupção e tráfico de droga, mas não os legalizamos' Marcos Mendes

A corrupção não legalizamos, mas o tráfico de droga... ... tanto quanto sei não fechamos ainda as farmácias, os cafés, os bares ou as clinicas de emagrecimento e todas elas vendem droga. Quanto a drogas ilícitas, não as legalizamos porque não conseguimos, eu por minha parte estou pronto para essa discussão. E comparar tráfico de drogas ao aborto é tão radical como comparar corrupção a burocracia. Vamos ver se desta vez o nosso povo não me deixa ficar mal, vamos ver se quem já precisou dele não é contra.
terça-feira, janeiro 16, 2007

Grandes Homens, mas homens.



Imagens de Fidel Castro inundam as tvs. Noticias dos jornais de nuestros hermanos dizem que ele está a morrer, antes de falar de coisas sérias, e quem não está? Uma ideia invadiu a minha cabeça ao ver essas imagens; Como é triste ver um grande homem a caminho de um fim anunciado. Não discuto as suas políticas, não discuto se é ou não um grande homem (não sei quanto mede). Mas digam o que disserem, o homem marcou o mundo.

Lembro-me das imagens do julgamento de Saddam, imagens de um homem de barba, com aspecto fraco e algo conformado com a sua sorte. Não era aquela imagem de um Chefe de Estado a comandar o seu país, não era a imagem de um homem de poder.

Seja qual for a história de uma pessoa, seja qual for a grandiosidade de sua vida, seja qual for a maldade que marcam um homem, quando for velho este homem vai parecer um homem velho. Um homem sem a força que o caracterizou sempre, um homem a lutar a sua ultima batalha.
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