domingo, maio 21, 2006

Tristes Tigres

30-03-2006
Bravo tuga,
luta por si,
ganha ali,
gasta aqui.


Forte fuga,
quero para mim,
viver assim,
contar titi.


Guerreira rija,
ás vezes ri,
ou não, eu li,
triste por ti.

Primavera


30-03-2006
O sol chegou, está a chegar com calma, mas está a chegar. As tardes ao por do sol, a conversar com estranhos e amigos, a conhecer outras ideias, outras histórias e outros pontos de vista.

Aos poucos vem a calor, mas não vem pouco, vem tanto que será mais fácil ver bigos do que não ver. Com ele os homens ficam mais alegres, e como a alegria é algo contagiante as meninas (todas) também vão ficar mais alegres. Alguns vão à praia, trazer aquele cheiro maravilhoso a vida, outros vão ao campo, de lá vão trazer cheiro a flores. Lisboa vai convidar-nos a sair à rua, o Porto vai chamar-nos a passear, o Algarve vai nos chamar. Aproveite o sol.

As emoções de ser português !!!


29-03-2006
Que país emocionante que nós temos. Equipas de nível europeu, primeiro ministro gay, manifestações de jovens sem jovens, perseguição politica nos Açores, discriminação dos jovens desempregados e um Presidente da Republica sem emoções. Melhor só se nas ruas existisse merda de cão.

O glorioso joga na Champions e Lisboa pára. Não se houve um som. É arrepiante. Os direitos dos jovens trabalhadores são chacinados em França e há revolta, os únicos jovens que apoiam a lei são os imigrantes portugueses empregados. Que estranho que os jovens empregados se estejam marimbando para os direitos dos outros jovens (onde estão incluídos). A solução para o desemprego é o emprego temerário, trabalhas mas amanhã logo se vê, quando tenhas quase direitos és despedido e venham os próximos jovens. Bons trabalhadores devem vir dessa ideia!

Mas o tuga é cordeiro, sabe que o pastor só pensa nos outros, nunca, repito; nunca em si ou nos seus amigos empresários. O facto de ser cada vez mais fácil despedir trabalhadores ou declarar falência, nada tem que ver com os mesmos a ajudar os seus bolsos e os seus interesses.

Como por cá tudo corre bem, temos notícias do Canadá. Coitadinhos dos tugas de lá, são refugiados políticos sem asilo por lá. No entanto há algo que não entendo, refugiados políticos de quê, pá? Nos Açores há PIDE? Há censura? Levam porrada dos continentais? Caem ao mar? Se fosse eu a mandar, não os deixava voltar. Não dizem que são perseguidos cá em Portugal? Passavam a ser mesmo, ficavam sem documentos portugueses e ai queria ver do quê que se queixavam.

Como tudo corre as mil maravilhas, temos que ver o circo do Castelo Branco, ou comprar livros. O que safa é a tropa, o pão e o circo (Benfica e solzinho). Só dá vontade de entregar o cartão de português na sede, como se de um clube da bola se tratasse, e pedir asilo politico no Canadá.

Mansos ou otários?


24-03-2006
Os jovens em França estão revoltados à dias. Segundo entendi a sua revolta deve-se a redução de direitos laborais a que Sarkosy os submete. Estranhamente em Portugal estão a ser reduzidos os benefícios aos jovens desempregados, temos uma média de 40% de desemprego entre os recém-licenciados, e dos que estão empregados, a maioria, como eu, estão sub-empregados, fora da sua área e sem direito ao tal subsidio desemprego que nos querem cortar. Mas para compensar, aqueles que quando se reformarem vão ainda ter dinheiro de reforma para receber. Vão poder receber mais tempo de desemprego, pago pelos jovens de trabalho precário ou sub-empregados.

É estranho como as pessoas que estão a descontar para a reforma dos outros, não tenham nem direito a um desemprego igual a estes, já que reforma já não vão ter nem em sonhos.

Estranho mesmo é que aqui ninguém se revolte quando se lhes corta direitos que são dados a outros. Só falta baixarmos as calças e pedirmos que lubrifiquem os bastões para que nos fodam mais e melhor. Mas ainda acredito que vamos ver esse dia.

Outro pensamento, este para quem use autocarros de Lisboa, quantos BMW´s foram oferecidos para que tenhamos autocarros novos onde não se consegue ler o destino e o número da carreira? Porque se eu não consigo, imagino os mais velhos e mais ceguinhos que eu. Pior, os velhos, como vi o outro dia, que não lêem, não sabem, e o número é o seu guia para se transportar. Só uma ideia!
sábado, abril 08, 2006

O Cão estrela


Tenho um irmão, este irmão é d2 o cão. Hoje vai começar a sua carreira artística, actor de publicidade, há coisas que só vistas. Será que entro no meu meio pela porta do lado? Logo se vê. Pelo menos o cão vai curtir e eu vou filmar umas coisas giras.
sábado, março 18, 2006

Dias como outros, ou não!


Trabalho com um calendário ao meu lado diariamente. Neste estão marcados os feriados nacionais. Vejo feriados como corpo de Deus, Santo António, assunção nossa senhora e nossa senhora de Conceição. Todos de difícil explicação, todos muito católicos, todos muito sem sentido ao comum dos tugas.

Não nego que o quinze de Agosto é útil para ir ou voltar de férias, mas ou bem me engano ou nem são assim tantos os verdadeiros católicos praticantes, que vão à missa nesses dias, nas principais cidades nesta bela nação. Se a Grandíssima Lisboa (de Cascais a Setúbal) e do Grandíssimo Porto (de Viana a Aveiro) albergam mais de 60% da população portuguesa e a grande maioria não vai nem cinquenta vezes por ano a uma igreja. Então porque temos feriados dedicados a devoção e milagres que desconhecemos, a pessoas, sim porque não foram mais que pessoas, que não marcaram para sempre a história da nossa nação, nem gravaram o seu nome nas mentes de dez milhões?

Segundo consta o estado não está ligado directamente à igreja católica, até porque não é a única igreja ou religião no país. Se queriam inventar dias para fomentar o turismo e a preguiça (pecado capital) podiam dar-lhes motivos mais nobres nas suas intenções. Como exemplo poderiam tornar feriado o dia dos namorados, o dia do pai. Seriam dias dedicados ao amor e a dedicação dos nossos entes queridos, uma vez que já há trezentos sessenta e cinco dias por ano dedicados a santos, basta ver um calendário eclesiástico.

Um dia para estar com os nossos pais, com os nossos pares, com os nossos amigos ou com o nosso pai.

Dia negro em Portugal


O que tanto temia aconteceu, o homem que no passado não servia é agora o presidente da nação das quinas. O homem sem expressão, homenageado pela besta em pessoa (Mini Bush), vai agora ter a ultima palavra no destino da nação. Temo que o aborto nunca seja legalizado por cá, que as drogas leves sejam novamente criminalizadas no consumo, que rezar seja obrigatório, ser gay se torne crime além de ser (como já é pela igreja) uma doença e que a suástica volte a estar na moda.

O presidente da República devia ser o contra senso do governo, uma entidade reguladora composta por um único, sábio ser. Devia também aprovar o que de benéfico aos portugueses o governo decida. Suspeito que o objectivo deste gajo (expressão não usado por acaso) é procurar uma desculpa, tão logo o Mini Mendes seja substituído, para dissolver a assembleia e por os seus no poder outra vez.

Tenho medo de um P.R. que assumiu ao estilo Durão. Como quem pensa deve ter notado ele só chegou a líder de partido porque mais ninguém competente queria lá estar, só chegou a P.M. por falta de oposição decente (mesmo assim ia fazendo cagada) e na mesma lógica chegou a presidente da comissão europeia e trocou de nome profissional. O Cavaco tinha como oposição o “Grande” Manuel (pouco) Alegre, o comunista de serviço e o pseudo-intelectual do povo, que até é um betinho.

Não me esqueço do Marocas, mas todos sabem que ele se candidatou para dizer o que eu digo, que o Cavacoé um perigo à nação. Quem tem dúvidas do perigo que é o sem emoções, que pense no significado da visita do Bush a homenagear o homem bolo-rei. Temo a união de ideias entre um homem de contas e outro que não sabe fazer contas, entre o fascista esperto e o espertinho fascista. Mais homens para o Iraque, mais apoio à guerra do Irão, ao fim do aborto nos E.U.A. e à morte da cultura. O presidente dos tristes chegou.
quarta-feira, fevereiro 08, 2006

When I´m 25


As horas já não voam,
Arrastam-se,
Sinal de uma vida adulta.

As coisas já não se fazem,
Planeiam-se,
Estarei velho demais?

As roupas já não se atiram,
Arrumam-se,
A mãe não arruma cá em casa.

Já não tenho tempo livre,
Tenho lazer,
Como gostava de voltar atrás.

Já não temos que explicar,
Só contar,
Coisas de ser grande.

Vida de hoje, de sempre


Tatoos,
Piercings,
Tralha,
As tribus a crescer.

Cristas,
Reaggaton,
Lixo,
Os povos a fugir.

Mauanas,
Dreadlocks,
Extras,
Diferentes mas todos iguais.

Colares,
Brincos,
Acessorios,
Tão iguais no fim.

CHEP



7 da manhã,
frio chato,
os povos reunem-se,
há trabalho,
sem salvar o mundo.

8 da manhã,
dia longo,
os povos trabalham,
há recolhas,
sem salvar mundo.

9 da manhã,
sol morno,
os povos descansam,
há conversas,
sem salvar muito mundo.

10 da manhã,
descanso curto,
há duvidas,
não salvamos mundos.

11 da manhã,
fome a chamar,
os povos debatem,
há questões,
sobre mundos salvos.

12 da manhã,
sol quente,
os povos comem,
há conversas,
não somos salvos pelo mundo.
quarta-feira, janeiro 18, 2006

See a Secret...Share a Secret










PostSecret is an ongoing community art project where people mail-in their secrets anonymously on one side of a homemade postcard.



ver http://postsecret.blogspot.com/
sexta-feira, janeiro 13, 2006

Chico-espertismo


Esta tarde, enquanto esperava a minha vez para entrar num eléctrico para visitar a minha mãe, vi o que posso apenas classificar como uma velha safada, com a mania que é chico-esperta. A senhora “mais adulta”, com a maior cara podre, passou a frente de todos os presentes nessa fila, onde se incluíam “mais adultos” que ela, mulheres e homens, nem olhou para trás quando eu exclamei que chico-esperto não tem idade nem sexo (não resisti).

O que temos mais neste país são pessoas chico-espertas, alias há quem diga que na tuga não há outra forma de sobreviver. Eu discordo, até porque temos grande orgulho no nosso chico-espertismo e no nosso desenrascanço. Mas se abrirmos os olhos de vez em quando podemos reparar, que temos muitos irmãos sul-americanos (brasileiros) por cá a mostrar aos tugas que nós até somos fracos em ambos. Quem duvidar que peça ao jovem que lhe serve café no seu canto de reunião lá do bairro, para lhe contar uma ou mais histórias do desenrascanço brasuca que ele tenha visto. Há mais, se nós é que somos chico-espertos, como é que na disneyworld em Miami, existem regras e conselhos especiais para quem vem do Brasil. Ensinam coisas como; Furar fila não se faz, primeiro paga, depois consomem e outras coisas para deixar envergonhado qualquer povo no mundo.

Mas nós, tugas, que estamos em todo lado, que tanto nos orgulhamos de ser os mais em tudo que era melhor não ser: Acidentes rodoviários, festa com mais cerveja bebida por cabeça, mais motas de alta cilindrada por habitante e outros que agora não recordo, é que somos chico-espertos. Por vezes pergunto-me se este país vai melhorar, sem ser proibido beber nas ruas e coisas dessas. Porque noutros países o problema resolve-se com impostos, multas e repreensões por parte do pai, o estado.
sexta-feira, janeiro 06, 2006

Dores


Esta noite imaginei como seria a descoberta de um fim trágico e fatal, precocemente anunciado. Tenho que explicar, sou de uma geração onde não basta ser alguém que é bom no que faz. Algum ponto da evolução humana nos levou a necessitar de 36 horas por dia, atenção constante e eterna, ter medo de qualquer coisa que se faça, por mais inofensivo que possa ser. Sou também de uma geração que cresceu com um pesado fardo, no nosso amor umas pelos outros. Falo da S.I.D.A., o maior flagelo no amor entre jovens, velhos e todos os do meio; as pessoas.

Imaginei por momentos o dia da descoberta de tão trágico fim. Um dia chegar a casa e ter no correio uma carta. Esta carta vindo de uma qualquer clínica de exames para uma causa banal, busca de emprego, seguro de saúde, ou outra burocracia estranha e criada para dar trabalho a mais alguns pobres desgraçados. Dentro da carta uma fila destacada por letras ligeiramente maiores. Pode se ler: “H.I.V. – POSITIVO” e nada mais que nos chame a atenção. O fim de nossas vidas é assim anunciado mais curto que previsto. Não saber quando vem ajuda a não confrontar os problemas. Será a S.I.D.A. uma vingança da natureza por não sabermos mais como nos matarmos ? Uma forma de deus nos mandar acalmar este nosso ritmo de fazer tudo, sem pensar ? Será apenas uma das nossas (humanidade) asneiras em um qualquer laboratório de um governo cegado por ganância ? Como espero estar muito enganado e a solução ser esta sim uma descoberta de um canto de um laboratório.

Musicas como "Philadelfia" do Boss e "Remorso" dos Da Weasel, podem fazer uma mente divagar na maionese. Beijo
segunda-feira, janeiro 02, 2006

Novas noites, novos dias


Começo este ano com a lembrança de outros anos.
Lembro neste momento o ano novo de 2003/2004. Foi passado em Madrid, e por lá vi coisas que contadas podem parecer estranhas mas são verdade. No dia trinta de dezembro de 2003, sai de Lisboa em direcção a Rio de Mouro. Fui buscar o parceiro de viagem. Este entrou no meu carro com 5 euros, muita comida algumas diversões e vontade de aventura. A parte portuguesa da viagem foi como seria normal, 170 km/h, umas paragems em bombas, e ums cafés para não termos muitas saudades.
Ao chegar perto de Madrid tivemos a nossa primeira visão das terras mais evoluidas, uma fila de transito de vinte quilometros. Lutamos contra o desespero e seguimos em frente. Pouco mais a frente sentimos que estavamos em Portugal. Uma pessoa atravessava a autoestrada a pé. Como este mundo não é pequeno nem nada, o gajo era do I.A.D.E. .
Umas horas mais tarde após visitas a amigos e entrega de malas no lugar onde ficariamos, uma festa nas Puertas Del Sol e umas voltas tivemos mais um filme. Peço que lembrem que isto foi em Madrid. Um individuo de raça negra (como no telejornal) veio até nós. Trazia umas calças de fato de treino, um casaco dentro do mesmo estilo, um caminhar gingado e um sotaque conhecido. Proferiu uma frase nunca por mim ouvida na vida: "che, tems uma mortalha?". Neste mesmo idioma em vos escrevo me falava este ser. Pedia uma papel e como em ocasiões anteriores eu sacei o seu desejo de ter um papel de arróz para enrolar um cigarro especial. O mitra tuga pos na minha mão os ingredientes para o cigarro que queria fumar e pediu-me para o enrolar. Contou-me a sua vida, o trajeto até Madrid e o sucesso que fazia com as nativas. Pouco fumou e como chegou, se foi. As voltas que este mundo dá.
Outras passagems de ano ficam para outro dia. Não fuji, apenas tenho menos tempo na frente de um computador, por isso peço que de vez em quando vejam se escrevi algo, podem ter uma surpresa.
sábado, dezembro 24, 2005

Festas desta epoca


Nesta epoca temos as festas. Andamos mais felizes, pensamos em prendas e festas. Durante as uvas observamos fogos, bebemos muito e começamos a festa. Boas festas a todos e bebam muito.
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