sexta-feira, janeiro 06, 2006

Dores


Esta noite imaginei como seria a descoberta de um fim trágico e fatal, precocemente anunciado. Tenho que explicar, sou de uma geração onde não basta ser alguém que é bom no que faz. Algum ponto da evolução humana nos levou a necessitar de 36 horas por dia, atenção constante e eterna, ter medo de qualquer coisa que se faça, por mais inofensivo que possa ser. Sou também de uma geração que cresceu com um pesado fardo, no nosso amor umas pelos outros. Falo da S.I.D.A., o maior flagelo no amor entre jovens, velhos e todos os do meio; as pessoas.

Imaginei por momentos o dia da descoberta de tão trágico fim. Um dia chegar a casa e ter no correio uma carta. Esta carta vindo de uma qualquer clínica de exames para uma causa banal, busca de emprego, seguro de saúde, ou outra burocracia estranha e criada para dar trabalho a mais alguns pobres desgraçados. Dentro da carta uma fila destacada por letras ligeiramente maiores. Pode se ler: “H.I.V. – POSITIVO” e nada mais que nos chame a atenção. O fim de nossas vidas é assim anunciado mais curto que previsto. Não saber quando vem ajuda a não confrontar os problemas. Será a S.I.D.A. uma vingança da natureza por não sabermos mais como nos matarmos ? Uma forma de deus nos mandar acalmar este nosso ritmo de fazer tudo, sem pensar ? Será apenas uma das nossas (humanidade) asneiras em um qualquer laboratório de um governo cegado por ganância ? Como espero estar muito enganado e a solução ser esta sim uma descoberta de um canto de um laboratório.

Musicas como "Philadelfia" do Boss e "Remorso" dos Da Weasel, podem fazer uma mente divagar na maionese. Beijo
segunda-feira, janeiro 02, 2006

Novas noites, novos dias


Começo este ano com a lembrança de outros anos.
Lembro neste momento o ano novo de 2003/2004. Foi passado em Madrid, e por lá vi coisas que contadas podem parecer estranhas mas são verdade. No dia trinta de dezembro de 2003, sai de Lisboa em direcção a Rio de Mouro. Fui buscar o parceiro de viagem. Este entrou no meu carro com 5 euros, muita comida algumas diversões e vontade de aventura. A parte portuguesa da viagem foi como seria normal, 170 km/h, umas paragems em bombas, e ums cafés para não termos muitas saudades.
Ao chegar perto de Madrid tivemos a nossa primeira visão das terras mais evoluidas, uma fila de transito de vinte quilometros. Lutamos contra o desespero e seguimos em frente. Pouco mais a frente sentimos que estavamos em Portugal. Uma pessoa atravessava a autoestrada a pé. Como este mundo não é pequeno nem nada, o gajo era do I.A.D.E. .
Umas horas mais tarde após visitas a amigos e entrega de malas no lugar onde ficariamos, uma festa nas Puertas Del Sol e umas voltas tivemos mais um filme. Peço que lembrem que isto foi em Madrid. Um individuo de raça negra (como no telejornal) veio até nós. Trazia umas calças de fato de treino, um casaco dentro do mesmo estilo, um caminhar gingado e um sotaque conhecido. Proferiu uma frase nunca por mim ouvida na vida: "che, tems uma mortalha?". Neste mesmo idioma em vos escrevo me falava este ser. Pedia uma papel e como em ocasiões anteriores eu sacei o seu desejo de ter um papel de arróz para enrolar um cigarro especial. O mitra tuga pos na minha mão os ingredientes para o cigarro que queria fumar e pediu-me para o enrolar. Contou-me a sua vida, o trajeto até Madrid e o sucesso que fazia com as nativas. Pouco fumou e como chegou, se foi. As voltas que este mundo dá.
Outras passagems de ano ficam para outro dia. Não fuji, apenas tenho menos tempo na frente de um computador, por isso peço que de vez em quando vejam se escrevi algo, podem ter uma surpresa.
sábado, dezembro 24, 2005

Festas desta epoca


Nesta epoca temos as festas. Andamos mais felizes, pensamos em prendas e festas. Durante as uvas observamos fogos, bebemos muito e começamos a festa. Boas festas a todos e bebam muito.
sexta-feira, dezembro 23, 2005

Ferias ao fim


Boas,
Hoje encontrei ums minutos para explicar o que tenho estado a fazer. Como não tenho férias desde Setembro 2004, aproveitei pra tirar umas semi-ferias. explico, trabalho das 19 as 22, durante o resto do tempo estou de ferias. A semana que vem será tempo para voltar a guerra!
Até lá ponho umas imagems propicias ou para as ferias, ou para o Natal. Boas festas e volem que ainda tenho muito para contar, muita gente para questionar e muitas mentes que chatear.
segunda-feira, dezembro 19, 2005

Adeus


Dentro de pouco parto,
não sei do regresso,
deixo seis destes meses,
deixo espaço a outro.

Dentro de minutos mevou,
não me disseram mais nada,
deixo estas gentes,
deixo fotos a outro

Dentro de algo termina,
não sei ao que vou,
deixo piadas algumas,
deixo esperança aqui.

Natais


O Natal, uma época de fantasia, alegria e esperança, está a chegar. Hoje recordo natais passados, contados e imaginados. Falo das historias que nos contam, das coisas que recordamos e de coisas que gostávamos de ter vivido nesta época de confraternização, amor e paz.

Quando pequeno, certa vez, minha mãe disse-me um dia que quando era pequena no dia 25 de manhã encontrava em sua casa umas pegadas que iam em direcção a Arvore de Natal. Tais pegadas eram a marca da passagem de alguém que nasceu para nos salvara todos, alguém que trazia os presentes que todas as crianças esperam encontrar debaixo da decorada arvore. Quando a minha mãe era uma criança, coisa que parece todos já fomos, a Coca Cola não era ainda a patrocinadora oficial do Natal.

Quando eu era pequeno, o senhor do telejornal desejava-nos na noite de vinte e quatro de Dezembro um feliz natal. Sabíamos então que começava a contagem decrescente para que a avó Chica, a mãe e as tias presentes aparecessem com sacos muitos, cheios de embrulhos. As crianças eram sempre as primeiras a receber as coisas que o pai natal da avó, da mãe e das tias e tios, mas todos os anos havia um embrulho maior que os outros. Adivinhar o que seria este embrulho e a quem se destinava era quase sempre a minha parte favorita desse bocado da noite. Depois quando nos eram entregadas as prendas começava a luta, luta contra o papel, o plástico e tudo o que nos impedisse de alcançar o tão desejado presente. Muitos beijos eram lançados a quem nos entregava estes lindos presentes.

No ano de mil novecentos e noventa mudamos para Madrid, lá aprendi que o natal é só para as famílias mais abastadas, as outras comemoram apenas o dia de reis. Os reis magos por serem quem levaram as prendas ao novo rei são quem trazem por lá as prendas. No dia seis de Janeiro há a parada “de los Reyes Magos”. Nas ruas de Madrid são lançados “caramelos” para as crianças e não tão crianças. Festa da grossa.

Muitos anos imaginei, que nesse dia me dariam bilhetes para os concertos que vinham no verão. Sonhei com ver os metallica, os Guns and Roses, os Aerosmith e tantos outros grupos de rock que sucesso faziam nas épocas em questão. Sonhei mais tarde com encontrar muito dinheiro, mas nunca parecia ser suficiente, apenas a minha madrinha me dava a quantidade que eu achava merecer. Hoje sei que cada um nos dá o que pode e que todos querem que fiquemos felizes com o que nos dão.

Mais importante de todos os natais passados foi com certeza a alegria, e os desejos de felicidade por todos partilhados, mesmo nos anos em que ninguém tem $$ para dar as prendas que queria. Esperemos que este ano alguém me de um bilhete para algum concerto de rock e muito salto.
sexta-feira, dezembro 16, 2005

Um texto sobre sabe deus o quê


As sextas são dias que passamos a pensar no dia seguinte. Eu estou a ter uma diferente. Hoje penso muito nas sextas passadas nos últimos seis meses, passaram quase todas a correr. Escrevi textos, pesquisei fotos e saciei a minha necessidade de ouvir pelo menos uma hora de musica por dia. Pois bem é sobre isso que vos queria escrever então.

Desde muito pequeno que sou fã dos mais variados estilos musicais. Lembro-me de viagens de carro com a minha mãe a cantar Billy Jean muito alto com ela, tinha apenas três anos. Lembro-me também desse período francês da minha vida de muito Pink Floyd na sala aos Sábados de manhã, a sala sempre com uma melodia que se entranhava durante todo o dia.

Ao completar oito anos de idade, fui presenteado com um rádio/K7 e uma K7 de Michael Jackson, o titulo desta era Bad. Dancei muito no meu quarto. Que sorte que tinha a vizinha de baixo de ser quase surda. Gravei muita musica da rádio, gastei muita K7 do dos secos e molhados e do Ney Matogrosso, ouvi muito velvet underground entre um Trovante e um rei Rui (Veloso). Foram anos de muito salto no quarto.

Quando me tornei um jovem de idade oficial doze, comprei com $$ de prendas muitas a minha 1ª aparelhagem, uma Yamaha de sonoridade explosiva e um muito na moda leitor de CDs. Com ela vieram para casa os CDs Prince and new Power Generation, Ac/Dc Razors Edge e Extreme III sides to every story. Começou então a minha fase do Metal, nesse natal recebi Guns and Roses, Metallica, Nirvana e Ramones. Coitada da minha mãe. Como era morador da “ciudad de Madrid”, ouve ao mesmo tempo uma influencia muito grande de grandes bandas de nuestros hermanos; Celtas Cortos, Los Inumanos, Mala Ostia, António Flores e sua irmã Rosário. Conheci também nas visitas a santa terrinha os GNR, Peste&Sida e outros. Muitas sonoridades foram introduzidas na minha vida. Muito abanar de cabeças e a colecção de todos os tipos de musicas que não conhecia. As minhas vizinhas de cima e de baixo passaram a conhecer (querendo ou não) muitas coisas que devem ter deixado marcas, pois antes pouco mais do que sons infantis eram escutados naqueles inocentes quartos. Revolucionei as liberdades de uma delas, sei disso porque foi me dito por uma delas.

Novidades como o reagge só me foram introduzidas quando passei a ser vizinho de músicos como Jimmy Clif e Daniela Mercury. Passei a ouvir RDP (ratos do porão), Axé music (com resistência da minha parte), MPB (musica popular Brasileira), baião e Raimundos.

Desde então a evolução não tem parado, no entanto acho que ninguém tem paciência para mais dez anos de som, descobrimentos e muita farra.

Bom fim de semana.
quinta-feira, dezembro 15, 2005

Frio


Este ano adoptei uma nova medida para medir a quantidade de frio. Sim medir a quantidade de frio. Não medir a sensação térmica, nem a temperatura, mas para medir a quantidade de frio. É tudo menos cientifica. Durante os meses de Outubro e Novembro reparei que apesar de eu me começar a tapar bastante, via pelas ruas de Lisboa muitos umbigos femininos. Por este motivo, eu que adoro ver belos umbigos femininos, criei a medida para a quantidade de frio: a bigometria. Passo a explicar, esta semana finalmente passou a fazer tanto frio que os meus queridos umbigos de Lisboa passaram então a esconder-se de mim e do mundo. Inventei então a Bigometria. A bigometria tem quatro medidas tão actuais quanto a ciência em si, passo a explicar.

1º- Bué umbigos femininos – Bué calor
2º- Tá-se bem de umbigos femininos – Chill suave
3º- Uma beca de umbigos femininos – Briol suportável
4º- Népia de umbigos femininos – Briol descomunal

Apesar de não ser a ciência mais exacta do mundo e de eu provavelmente ser o seu único cientista, continuo a pensar que se trata de uma ciência valida, machista talvez, mas valida. Eu sempre me assumi como um ser que gosta de admirar a beleza das coisas e um umbigo alem de muito sensual pode ser muito belo. Quem diz o umbigo pensa em tantas outras partes da anatomia feminina. Peço desculpa se alguém se sente ofendida/o mas eu concordo com o povo irmão que diz que se é bonito é para se ver.

Chega então de desculpas. Temos agora em Portugal uma forma única no mundo de medir a quantidade de frio. Eu vou começar já a usar nas minhas conversas ao redor da mesa do café. Espero não ser o único.

Salmão


Sou um salmão,
nado contra a corrente,
chegarei ao fim?

Sou um salmão,
nado com força,
quero chegar lá.

Sou um salmão,
sou puxado pela corrente,
quero ir até ao fim?

Vejo Tudo


Olho à minha volta,
vejo gente,
todos falam,
não dizem nada.

Sinto o clima aqui,
são decentes,
todos calam,
não querem nada.

Observo esta sala,
todos vendem,
querem dinheiro,
não sabem nada.
quarta-feira, dezembro 14, 2005

Lisboa, cidade do meu coração


Estou agora no Atrium Saldanha, e da minha mesa vejo a muito cheia Avenida da Republica. São quase onze da manhã e o transito a subir é mais que muito. Parece estranho, pois hoje é quarta e a esta hora muitas desta pessoas deviam estar nos seus locais de trabalho. Mas isso também é algo que eu adoro nesta cidade. Como qualquer cidade grande, existe de tudo um pouco. Existem gentes que de noite lutam pelo pão nosso de cada dia, existem outros que entre as horas mais cheias da cidade fazem pela vida. Temos também os que gostam de se pensar maioria, aqueles que para viver labutam das nove as cinco. Somos muitos os que enchemos e damos vida à cidade onde o rei Rui pensou nos seus loucos, os Loucos de Lisboa.

Nesta cidade, de encantos mil, vivo desde um nove nove nove (antes cinco anos na década de oitenta). E muitas vezes me digo, anuncio, repito farto de aqui estar. No entanto cada vez que penso em partir, ela mostra-me algum detalhe que ainda não tinha encontrado, visto, ou reparado. Quem aprendeu a amar este canto do mundo pode já ter reparado em coisas como os arcos que pela velha capital abundam. Eu tenho uma grande pena, não ter uma boa maquina digital. Com uma poderia partilhar com o mundo a minha visão estranha daqui. Em Lisboa, já presenciei barbaridades que me faltou ver no terceiro mundo, arvores no meu de ruas, transgressões de transito inacreditáveis e tantas outras coisas loucas. Mesmo assim ninguém me tira da cabeça este amor estranho.

As luzes que iluminam Lisboa pela noite tem muita força quando vistas do parque Eduardo VII, aconselho ver. O miradouro da Graça de dia ou de noite mostra uma alma que eu adorei conhecer à terra que outrora fora moura. Mas para mim o lugar mais brutal para se apreciar esta linda metrópole, é a vista das escadas de entrada do Chapitô. Foi uma vista que me fez chorar quando a dois dias de ir para o Rio de Janeiro. Tocava Marisa nas colunas de som, com a musica Cavaleiro Monge. Nunca do vale à montanha teve tanto significado como nesse dia.

Como poderia escrever resmas sobre Lisboa e nunca conseguir explicar a sua beleza, faço-vos um convite. Se vierem a Lisboa e não entenderem bem o que digo, entrem em contacto com a minha pessoa, pode ser que vos mostre uma Lisboa que nunca pensaram ver.
terça-feira, dezembro 13, 2005

Trabalho assim, posto assado.

Tenho recebido muitas criticas relativamente ao meu tuga. Todas elas são ligadas ao blog que neste momento tem o prazer, ou fazem o sacrifício de ler. Por isto e porque vejo que isso me pode trazer complicações, vou explicar uma coisa, escrevo neste espaço de forma muito diferente de como trabalho. Aqui escrevo, posto e por vezes até leio. Nunca me dou ao trabalho de corrigir o que aqui escrevo, estragaria tudo com alterações.

Já a trabalhar sou aquela pessoa que tem um dicionário, um corrector ortográfico e o Word actualizado. Sei que alguns desses erros crassos que por este blog se podem ler não são corrigíveis desta forma, no entanto quando trabalho não o faço só. Por isso também peço, com regularidade, aos meus colegas ajuda com todos os meus trabalhos, afinal numa agencia ninguém trabalha só.

Mudando de assunto. Se quiserem, precisarem ou acharem graça à ideia de contratar um copy, suponho que estou disponível e sou barato. Trago dicionário. Mas antes vamos ver que me traz a vida.
segunda-feira, dezembro 12, 2005

Balas de Santos


Hoje o dia parece que corre mal, só faço merda (desculpa), só digo merda (desculpa), só penso em merda (desculpa) e acima de tudo só vejo e oiço merda. Estou num daqueles dias onde tenho a sensação que um tiro na tola não era suficiente. Nem na minha, nem na dos outros. Pode ser que daqui a alguns meses, dias, minutos, tudo isto passe. Mas até lá o mundo deve agradecer que não tenho uma bala.

Birra muita


Quero fazer birra,
Acho que faço.
Quero trabalhar em paz,
Era bom.

Quero receber p´ra viver,
Era bom.
Quero gritar muito,
Acho que posso.

Quero dizer maldades,
Acho que vou.
Quero fazer birra,
Quero, quero, quero.

Imaginação


Sei de um lugar calmo,
onde não há barulho,
mas não consigo lá ficar,
é pena.

Conheço uma praça só,
longe de tanta confusão,
parece difícil lá estar,
é pena.

Um dia fujo para lá,
e fecho a porta à chave,
como a única cópia,
e é pena.
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