sábado, dezembro 24, 2005

Festas desta epoca


Nesta epoca temos as festas. Andamos mais felizes, pensamos em prendas e festas. Durante as uvas observamos fogos, bebemos muito e começamos a festa. Boas festas a todos e bebam muito.
sexta-feira, dezembro 23, 2005

Ferias ao fim


Boas,
Hoje encontrei ums minutos para explicar o que tenho estado a fazer. Como não tenho férias desde Setembro 2004, aproveitei pra tirar umas semi-ferias. explico, trabalho das 19 as 22, durante o resto do tempo estou de ferias. A semana que vem será tempo para voltar a guerra!
Até lá ponho umas imagems propicias ou para as ferias, ou para o Natal. Boas festas e volem que ainda tenho muito para contar, muita gente para questionar e muitas mentes que chatear.
segunda-feira, dezembro 19, 2005

Adeus


Dentro de pouco parto,
não sei do regresso,
deixo seis destes meses,
deixo espaço a outro.

Dentro de minutos mevou,
não me disseram mais nada,
deixo estas gentes,
deixo fotos a outro

Dentro de algo termina,
não sei ao que vou,
deixo piadas algumas,
deixo esperança aqui.

Natais


O Natal, uma época de fantasia, alegria e esperança, está a chegar. Hoje recordo natais passados, contados e imaginados. Falo das historias que nos contam, das coisas que recordamos e de coisas que gostávamos de ter vivido nesta época de confraternização, amor e paz.

Quando pequeno, certa vez, minha mãe disse-me um dia que quando era pequena no dia 25 de manhã encontrava em sua casa umas pegadas que iam em direcção a Arvore de Natal. Tais pegadas eram a marca da passagem de alguém que nasceu para nos salvara todos, alguém que trazia os presentes que todas as crianças esperam encontrar debaixo da decorada arvore. Quando a minha mãe era uma criança, coisa que parece todos já fomos, a Coca Cola não era ainda a patrocinadora oficial do Natal.

Quando eu era pequeno, o senhor do telejornal desejava-nos na noite de vinte e quatro de Dezembro um feliz natal. Sabíamos então que começava a contagem decrescente para que a avó Chica, a mãe e as tias presentes aparecessem com sacos muitos, cheios de embrulhos. As crianças eram sempre as primeiras a receber as coisas que o pai natal da avó, da mãe e das tias e tios, mas todos os anos havia um embrulho maior que os outros. Adivinhar o que seria este embrulho e a quem se destinava era quase sempre a minha parte favorita desse bocado da noite. Depois quando nos eram entregadas as prendas começava a luta, luta contra o papel, o plástico e tudo o que nos impedisse de alcançar o tão desejado presente. Muitos beijos eram lançados a quem nos entregava estes lindos presentes.

No ano de mil novecentos e noventa mudamos para Madrid, lá aprendi que o natal é só para as famílias mais abastadas, as outras comemoram apenas o dia de reis. Os reis magos por serem quem levaram as prendas ao novo rei são quem trazem por lá as prendas. No dia seis de Janeiro há a parada “de los Reyes Magos”. Nas ruas de Madrid são lançados “caramelos” para as crianças e não tão crianças. Festa da grossa.

Muitos anos imaginei, que nesse dia me dariam bilhetes para os concertos que vinham no verão. Sonhei com ver os metallica, os Guns and Roses, os Aerosmith e tantos outros grupos de rock que sucesso faziam nas épocas em questão. Sonhei mais tarde com encontrar muito dinheiro, mas nunca parecia ser suficiente, apenas a minha madrinha me dava a quantidade que eu achava merecer. Hoje sei que cada um nos dá o que pode e que todos querem que fiquemos felizes com o que nos dão.

Mais importante de todos os natais passados foi com certeza a alegria, e os desejos de felicidade por todos partilhados, mesmo nos anos em que ninguém tem $$ para dar as prendas que queria. Esperemos que este ano alguém me de um bilhete para algum concerto de rock e muito salto.
sexta-feira, dezembro 16, 2005

Um texto sobre sabe deus o quê


As sextas são dias que passamos a pensar no dia seguinte. Eu estou a ter uma diferente. Hoje penso muito nas sextas passadas nos últimos seis meses, passaram quase todas a correr. Escrevi textos, pesquisei fotos e saciei a minha necessidade de ouvir pelo menos uma hora de musica por dia. Pois bem é sobre isso que vos queria escrever então.

Desde muito pequeno que sou fã dos mais variados estilos musicais. Lembro-me de viagens de carro com a minha mãe a cantar Billy Jean muito alto com ela, tinha apenas três anos. Lembro-me também desse período francês da minha vida de muito Pink Floyd na sala aos Sábados de manhã, a sala sempre com uma melodia que se entranhava durante todo o dia.

Ao completar oito anos de idade, fui presenteado com um rádio/K7 e uma K7 de Michael Jackson, o titulo desta era Bad. Dancei muito no meu quarto. Que sorte que tinha a vizinha de baixo de ser quase surda. Gravei muita musica da rádio, gastei muita K7 do dos secos e molhados e do Ney Matogrosso, ouvi muito velvet underground entre um Trovante e um rei Rui (Veloso). Foram anos de muito salto no quarto.

Quando me tornei um jovem de idade oficial doze, comprei com $$ de prendas muitas a minha 1ª aparelhagem, uma Yamaha de sonoridade explosiva e um muito na moda leitor de CDs. Com ela vieram para casa os CDs Prince and new Power Generation, Ac/Dc Razors Edge e Extreme III sides to every story. Começou então a minha fase do Metal, nesse natal recebi Guns and Roses, Metallica, Nirvana e Ramones. Coitada da minha mãe. Como era morador da “ciudad de Madrid”, ouve ao mesmo tempo uma influencia muito grande de grandes bandas de nuestros hermanos; Celtas Cortos, Los Inumanos, Mala Ostia, António Flores e sua irmã Rosário. Conheci também nas visitas a santa terrinha os GNR, Peste&Sida e outros. Muitas sonoridades foram introduzidas na minha vida. Muito abanar de cabeças e a colecção de todos os tipos de musicas que não conhecia. As minhas vizinhas de cima e de baixo passaram a conhecer (querendo ou não) muitas coisas que devem ter deixado marcas, pois antes pouco mais do que sons infantis eram escutados naqueles inocentes quartos. Revolucionei as liberdades de uma delas, sei disso porque foi me dito por uma delas.

Novidades como o reagge só me foram introduzidas quando passei a ser vizinho de músicos como Jimmy Clif e Daniela Mercury. Passei a ouvir RDP (ratos do porão), Axé music (com resistência da minha parte), MPB (musica popular Brasileira), baião e Raimundos.

Desde então a evolução não tem parado, no entanto acho que ninguém tem paciência para mais dez anos de som, descobrimentos e muita farra.

Bom fim de semana.
quinta-feira, dezembro 15, 2005

Frio


Este ano adoptei uma nova medida para medir a quantidade de frio. Sim medir a quantidade de frio. Não medir a sensação térmica, nem a temperatura, mas para medir a quantidade de frio. É tudo menos cientifica. Durante os meses de Outubro e Novembro reparei que apesar de eu me começar a tapar bastante, via pelas ruas de Lisboa muitos umbigos femininos. Por este motivo, eu que adoro ver belos umbigos femininos, criei a medida para a quantidade de frio: a bigometria. Passo a explicar, esta semana finalmente passou a fazer tanto frio que os meus queridos umbigos de Lisboa passaram então a esconder-se de mim e do mundo. Inventei então a Bigometria. A bigometria tem quatro medidas tão actuais quanto a ciência em si, passo a explicar.

1º- Bué umbigos femininos – Bué calor
2º- Tá-se bem de umbigos femininos – Chill suave
3º- Uma beca de umbigos femininos – Briol suportável
4º- Népia de umbigos femininos – Briol descomunal

Apesar de não ser a ciência mais exacta do mundo e de eu provavelmente ser o seu único cientista, continuo a pensar que se trata de uma ciência valida, machista talvez, mas valida. Eu sempre me assumi como um ser que gosta de admirar a beleza das coisas e um umbigo alem de muito sensual pode ser muito belo. Quem diz o umbigo pensa em tantas outras partes da anatomia feminina. Peço desculpa se alguém se sente ofendida/o mas eu concordo com o povo irmão que diz que se é bonito é para se ver.

Chega então de desculpas. Temos agora em Portugal uma forma única no mundo de medir a quantidade de frio. Eu vou começar já a usar nas minhas conversas ao redor da mesa do café. Espero não ser o único.

Salmão


Sou um salmão,
nado contra a corrente,
chegarei ao fim?

Sou um salmão,
nado com força,
quero chegar lá.

Sou um salmão,
sou puxado pela corrente,
quero ir até ao fim?

Vejo Tudo


Olho à minha volta,
vejo gente,
todos falam,
não dizem nada.

Sinto o clima aqui,
são decentes,
todos calam,
não querem nada.

Observo esta sala,
todos vendem,
querem dinheiro,
não sabem nada.
quarta-feira, dezembro 14, 2005

Lisboa, cidade do meu coração


Estou agora no Atrium Saldanha, e da minha mesa vejo a muito cheia Avenida da Republica. São quase onze da manhã e o transito a subir é mais que muito. Parece estranho, pois hoje é quarta e a esta hora muitas desta pessoas deviam estar nos seus locais de trabalho. Mas isso também é algo que eu adoro nesta cidade. Como qualquer cidade grande, existe de tudo um pouco. Existem gentes que de noite lutam pelo pão nosso de cada dia, existem outros que entre as horas mais cheias da cidade fazem pela vida. Temos também os que gostam de se pensar maioria, aqueles que para viver labutam das nove as cinco. Somos muitos os que enchemos e damos vida à cidade onde o rei Rui pensou nos seus loucos, os Loucos de Lisboa.

Nesta cidade, de encantos mil, vivo desde um nove nove nove (antes cinco anos na década de oitenta). E muitas vezes me digo, anuncio, repito farto de aqui estar. No entanto cada vez que penso em partir, ela mostra-me algum detalhe que ainda não tinha encontrado, visto, ou reparado. Quem aprendeu a amar este canto do mundo pode já ter reparado em coisas como os arcos que pela velha capital abundam. Eu tenho uma grande pena, não ter uma boa maquina digital. Com uma poderia partilhar com o mundo a minha visão estranha daqui. Em Lisboa, já presenciei barbaridades que me faltou ver no terceiro mundo, arvores no meu de ruas, transgressões de transito inacreditáveis e tantas outras coisas loucas. Mesmo assim ninguém me tira da cabeça este amor estranho.

As luzes que iluminam Lisboa pela noite tem muita força quando vistas do parque Eduardo VII, aconselho ver. O miradouro da Graça de dia ou de noite mostra uma alma que eu adorei conhecer à terra que outrora fora moura. Mas para mim o lugar mais brutal para se apreciar esta linda metrópole, é a vista das escadas de entrada do Chapitô. Foi uma vista que me fez chorar quando a dois dias de ir para o Rio de Janeiro. Tocava Marisa nas colunas de som, com a musica Cavaleiro Monge. Nunca do vale à montanha teve tanto significado como nesse dia.

Como poderia escrever resmas sobre Lisboa e nunca conseguir explicar a sua beleza, faço-vos um convite. Se vierem a Lisboa e não entenderem bem o que digo, entrem em contacto com a minha pessoa, pode ser que vos mostre uma Lisboa que nunca pensaram ver.
terça-feira, dezembro 13, 2005

Trabalho assim, posto assado.

Tenho recebido muitas criticas relativamente ao meu tuga. Todas elas são ligadas ao blog que neste momento tem o prazer, ou fazem o sacrifício de ler. Por isto e porque vejo que isso me pode trazer complicações, vou explicar uma coisa, escrevo neste espaço de forma muito diferente de como trabalho. Aqui escrevo, posto e por vezes até leio. Nunca me dou ao trabalho de corrigir o que aqui escrevo, estragaria tudo com alterações.

Já a trabalhar sou aquela pessoa que tem um dicionário, um corrector ortográfico e o Word actualizado. Sei que alguns desses erros crassos que por este blog se podem ler não são corrigíveis desta forma, no entanto quando trabalho não o faço só. Por isso também peço, com regularidade, aos meus colegas ajuda com todos os meus trabalhos, afinal numa agencia ninguém trabalha só.

Mudando de assunto. Se quiserem, precisarem ou acharem graça à ideia de contratar um copy, suponho que estou disponível e sou barato. Trago dicionário. Mas antes vamos ver que me traz a vida.
segunda-feira, dezembro 12, 2005

Balas de Santos


Hoje o dia parece que corre mal, só faço merda (desculpa), só digo merda (desculpa), só penso em merda (desculpa) e acima de tudo só vejo e oiço merda. Estou num daqueles dias onde tenho a sensação que um tiro na tola não era suficiente. Nem na minha, nem na dos outros. Pode ser que daqui a alguns meses, dias, minutos, tudo isto passe. Mas até lá o mundo deve agradecer que não tenho uma bala.

Birra muita


Quero fazer birra,
Acho que faço.
Quero trabalhar em paz,
Era bom.

Quero receber p´ra viver,
Era bom.
Quero gritar muito,
Acho que posso.

Quero dizer maldades,
Acho que vou.
Quero fazer birra,
Quero, quero, quero.

Imaginação


Sei de um lugar calmo,
onde não há barulho,
mas não consigo lá ficar,
é pena.

Conheço uma praça só,
longe de tanta confusão,
parece difícil lá estar,
é pena.

Um dia fujo para lá,
e fecho a porta à chave,
como a única cópia,
e é pena.

Fugir para longe


Amanhã é outro dia,
eles dizem.
O futuro a deus pertence,
anunciam.

Grão a grão chegas ao milhão,
eles vendem.
Deus escreve certo por linhas tortas,
garantem.

Neste momento não importa,
digo EU.
Quero é fugir daqui,
garanto.

O meu futuro


Hoje descobri que o meu estágio está a chegar ao fim. Segunda que vem é o meu ultimo dia (tanto quanto sei) aqui nesta agencia onde tanto aprendi, onde tanto escrevi e onde tanto brinquei.

Aqui conheci “estrelas” da publicidade. Conheci escritores, designers, acounts, mas acima de tudo conheci pessoas. Pessoas geniais, simpáticas, trabalhadoras e com problemas na vida como todos nós. Aprendi com elas muito mais do que vou poder explicar por palavras.

Temo que neste tempo não tenha podido mostrar tanto quanto gostaria as minhas capacidades, temo também que o que mostrei não fosse o meu melhor trabalho. O mais estranho que aprendi aqui foi que mais difícil do que ter uma boa ideia é reconhecer uma quando esta aparece. Algumas vezes isso aconteceu quando a ideia não era minha, temo que isso me faça parecer menos competente do que verdadeiramente sou.

Enquanto por aqui estava aprendi a fazer um blog e com ajuda dos presentes, aprendi a procurar o que quero no cibermundo, mas mais uma vez temo. Temo que isso não tenha a utilidade que eu preciso de ter, como peça neste puzzle que é uma grande agencia.

A Ogilvy é para mim mais do que uma agencia de publicidade. No meu primeiro dia de aulas na faculdade conheci um senhor. Este senhor pediu-nos que nos apresentássemos e que brevemente nos descrevêssemos. Depois disso falou sobre ele. Ele trabalhou muitos anos (desde o começo na tuga) numa das maiores agencias do mundo, a Ogilvy and Mather Portugal. Carlos Grade, o senhor em questão, foi meu professor dois anos mais. Durante três dos meus quatro anos de faculdade ouvi falar desta agencia onde estagio hoje.

Quando acabei a faculdade chateei todas as pessoas que pudessem alguma vez fazer-me entrar na Ogilvy. Depois de quase um ano consegui um estágio aqui. Estive aqui seis meses e aprendi mais do que até hoje de manhã tinha percebido. Quando soube que se aproximava o fim do meu estágio, hoje de manhã, comecei a pensar muito sobre este seis meses. Só então me apercebi do que já aprendi por aqui. Foi giro, ou melhor, está a ser giro. Que será que me reserva o futuro? Que terei eu este ano no sapatinho? Ainda tenho mais uma semana, tenho mas é que aproveitar.

O fim a chegar !


Os mares revoltados,
E nós nada,
Olhamos p´ra Tv.

Os ventos irados,
E nós pouco,
Mas vemos Tv.

Os jovens furiosos,
E nós rimos,
Rimos pela Tv.

Os corpos santos,
E nós aplaudimos,
Está na Tv.

Os velhos querem,
E nós votamos,
Porque está na Tv.

Só estamos tristes,
Mas não fazemos nada,
Mas há novela na Tv.
sábado, dezembro 10, 2005

Mortes!


O meu governo cobra multas,
Eles tem medo,
Morrem de medo,
Morrem.

O meu governo corta urgências,
Eles tem dores,
Morrem de dor,
Morrem.
sexta-feira, dezembro 09, 2005

Papel


Escrevo coisas,
Perturbadoras,
Chatas,
Escrevo coisas muitas.

Mato arvores,
Vivas,
Sóbrias,
Mato arvores várias.

Uso tudo,
Rápido,
Inutilmente,
Uso tudo sem porquê.

Aqui tudo se pode


“O Ministério da Saúde vai encerrar serviços de urgência com poucos utentes” quinta-feira 8 de Dezembro 2005 Diário de Notícias.

Há coisas que me espantam cada dia mais. Algum tempo atrás ouvi uma noticia que me revoltou; Falsas urgências vão pagar multa. Falei com conhecidos, falei com familiares, discuti lá no café. Todos pareciam dar razão ao governo, mas eu perguntava se isso não irá aumentar a mortalidade em Portugal. Muitas pessoas não vão ao médico por terem que trabalhar, por não terem dinheiro para o mesmo, ou por pensarem que vai passar. Mesmo assim os serviços de urgências estão cheios de falsas urgências.

Algum tempo atrás fui ao centro de saúde do meu bairro, pedi uma consulta com o meu médico pois quase não podia andar devido a uma infecção no pé(ou algo assim). Disseram-me que sim senhor, que fosse para casa e que voltasse no espaço de três meses. TRÊS MESES, mas estão a oferecer alucinantes nos hospitais? Em três meses podia já não ter pé. Com a nova lei se eu fosse ás urgências de um hospital pagaria multa por isso. No espaço de três meses já seria uma urgência, mas não seria evitável?

O resultado disso é a noticia que se lê acima, vão fechar as urgências. Se bem entendo, ir as urgências sem risco de morte dá multa, como as pessoas tem medo de ir as urgências, estas fecham, e se quisermos ser tratados, esperamos três meses. Correcto?

ESTÃO TODOS LOUCOS ? Ninguém se revolta com esta merda? Todos tem seguros de saúde, que cobre tudo sem seres multado? EU QUERO SER TRATADO NUM HOSPITAL SEM TER QUE ESTAR A MORRER !!!

Carnaval em Coimbra


“Porque este fim de semana parece que vai haver bom tempo, tento escrever sobre coisas alegres. Antes de ser um homem exclusivamente laboral, tinha que inventar para começar qualquer aventura, hoje tenho algumas para contar.” – Amigo esquecido –

Numa tarde de quarta, durante a semana antecedente ao carnaval, lá estávamos nós no nosso templo de conhecimentos. O da linha dizia meio para o ar: “temos que decidir o que se vai fazer hoje!” . Falamos com amigos, abordamos conhecidos, quando uma estranha que nos ouvia disse algo referente a uma festa em Coimbra que ia ser do best.

Juntamo-nos cinco malucos publicitários (ou quase) e rumamos para Coimbra. Eu punha o carro, as portagens, roupas úteis na festa e alguma bebida, o da linha trazia mais bebidas, mais disfarces e afastadores da realidade, os outros bom humor, roupas estranhas, companhia e $$ para a gota.

Em “apenas” quatro horas chegamos ao centro do pais e fronteira entre o Porto e Marrocos. Buscamos um lugar para o jantar que não tivesse cara de ser mais caro que o meu carro (um peugeot 205 de oitenta e sete, que foi vendido depois por seicentos euros) e encontramos uma tasca que anunciava em letra garrafais: “Temos comida de Marrocos a Caminha”. Como sou fã de Cous-Cous e afins e pensei que Marrocos fosse em África, entramos.

Marrocos, segundo parece é tudo abaixo de Coimbra, motivo pelo qual a única comida “marroquina” que havia era leitão à Bairrada, açorda e lulas fritas à Setubalense. Tivemos que optar pelo leitão. Comemos tanto quanto conseguimos mas tivemos que ouvir a triste pergunta, se estava “bonzinho”, e se tínhamos pouca fome. As gentes lá de Portugal genuíno (Norte) comem muito, começo a perceber o problema da obesidade em Portugal.

Ao sair descobrimos um jardim paradisíaco. Dirigimo-nos lá e por lá ficamos a cantar clássicos como Conã o homem rã, masturbação para bem da nação e só eu sei porque fico em casa. Quando paramos para o descanso dos artistas tínhamos reunido um grupo de jovens estudantes de mais de vinte pessoas, era a hora para o cachimbo da paz. E assim o fumo cobriu o jardim e a nossa fuga em direcção a tal festa de carnaval.

Quando lá chegamos, qual não foi a nossa surpresa ao descobrir o preço do bilhete para a festa, um euro por cabeça. Pelo preço de um bilhete em qualquer festa universitária em Lisboa, entramos os cinco. Para que a nossa alegria aumenta-se o álcool custava cinquenta cêntimos o copo. Nada parecia poder correr melhor.

Uma hora depois de entrar na festa uma jovem, que mais tarde descobri ser de Rio Maior, convidou-me para apanhar ar à porta da festa. Fui, conversamos sobre muita merda, sobre o céu, sobre musica, sobre a noite que estava e sobre sexo. Conversas destas tem por vezes finais engraçados. Ela contou-me que tinha um namorado lá na terra, mas que não gostava muito dele, trazia-lhe segurança não estar sozinha. Tenho uma foto sua.

Umas horas depois, o entretanto é entre a jovem e eu, foi encontrar a porta da festa os meus quatro amigos a fazerem uma festa deles e dos seus novos amigos, mais amigas que amigos, cantavam, fumavam, bebiam e alguns até dançavam. Carreguei o carro com os cabiam, uns 8. Distribui por republicas variadas os estudantes de lá e rumamos às seis da manhã para a metrópole, ou como diria o nosso cozinheiro da noite, Marrocos city.

Por volta das oito da manhã estávamos presos na calçada de Carriche, no meio de um engarrafamento típico de Lisboa. Começamos então a planear o próxima viagem a cidade universitária mais velha por isso do mundo.
quinta-feira, dezembro 08, 2005

Uma realidade que nem todos querem ver!


Encontrei esta bela montagem que tão bem reflete o nosso novo mundo!
quarta-feira, dezembro 07, 2005

Uma noite no Bairro


No meio da multidão notei um pequeno grupo de baixas meninas de leste. Continuei o chá gelado que bebia, enquanto esperava que o meu estranho parceiro de aventuras terminasse o seu serviço. Ao olhar novamente na direcção do grupo feminino notei que estavam a chegar até nós. Nós, um grupo muito peculiar, composto por um inglês de Liverpool, um irlandês do sul, um anão com cara de rato e pelo de negro e eu, um português cabeludo e cansado após um dia de formação profissional.

Como dizia, o ajuntamento de meninas baixas de leste estava nesta altura ao nosso lado e falavam, das cinco, duas das meninas com o inglês e com o irlandês, quando eu notei que uma destas jovens tinha uns olhos que não me deixavam desviar o olhar. Eram grandes, azuis/verdes e a sua dona tinha um olhar de curiosidade em relação a mim que me atraia.

Começamos então uma conversa banal. Falamos de nossas origens, do nosso dia, do motivo que nos levara até lá e de vodka. Após o tema vodka, a jovem linda virou-se para ouvir o que diziam o inglês e o irlandês. Olhei par o meu lado esquerdo e o anão conversava com uma amiga da mais linda polaca que já conheci. Trocavam números de telefone e promessas de se encontrar. Quando consegui arrancar meu parceiro anão dessa conversa partimos os dois em busca de bebidas e outros poisos.

Uma semana mais tarde, eu estava em minha casa a pensar nos olhos da linda polaca que tinha conhecido, quando apareceu o anão com propostas que prometiam um fim de noite interessante para ele. Todas elas começavam com um telefonema à miúda que ele tinha conhecido na sexta anterior e com um jantar em minha casa.

Foram feitos telefonemas, marcadas horas e lugares e a minha tarefa foi então determinada. Tinha que cozinhar um jantar simpático, acompanhado de um bom beberico. Uma hora depois a estranha polaca baixinha apareceu para jantar. Trazia consigo um sorriso sonso e um brasileiro. Este brasileiro era o residente mais recente lá da minha casa. Jantamos então os quatro o meu petisco acompanhado do beberico bom, enquanto o brasileiro e eu conversávamos com a jovem.

Após o jantar a jovem fez um telefonema no seu estranho idioma a uma amiga. Esta chamada demorou quase dez minutos e envolveu alguma discussão. Mas, verdade seja dita, apareceram quinze minutos depois do tal conturbado contacto, mais duas polacas a porta da minha casa. Uma delas era a linda polaca que eu tinha conhecido a semana anterior. Conversámos então os seis em torno a seis copinhos cheios de vodka, muito popular na Polónia. Em plena conversa o meu colega brasileiro, no auge do seu conhecimento de polaco, percebeu na conversa das três polacas uma ordem de distribuição de homens para elas. Graças a deus, a que me fora atribuída, era aquela que tinha os mais belos olhos que vi nos últimos tempos, Kasia.

Tomamos então a decisão conjunta de irmos para uma festa em casa de uns brasileiros que eram quase meus vizinhos. Uma vez lá o meu companheiro brasileiro mostrou-me umas janelas com uma vista linda, num quarto vazio e perfeito para uma tentativa de sorte com as meninas. Subi a esse quarto com Kasia. Lá mostrei-lhe o rio, a ponte e a minha intenção de beija-la. Recusou, dizendo que tinha em casa um namorado que aguardava por ela ansiosamente. Mesmo assim eu tentei outra vez. Mais uma vez fui impedido de concretizar a minha intenção. Levei então Kasia para o telhado da casa.

Uma vez que a minha tentativa de beijar a bela Kasia tinha falhado, tinha então a intenção de dançar ao som de ritmos brasileiros variados. Mas o jovem anão queria ir ao Bairro Alto, onde tinha conhecido a sonsa que alimentamos. Recusei a oferta mas fui massacrado com insistência por parte do anão que me prometia sucesso com a bela Kasia.

Apesar da minha descrença, fui. Fomos a vários locais no Bairro, entre eles o local onde todos nos tínhamos conhecido. Num bar brasileiro dancei com Kasia mais intensamente. Umas horas depois sentado a beira rio senti que era a hora de tentar novamente a minha sorte. A bela Kasia parecia precisar de calor humano, eu prontamente me disponibilizei para ajudar.

O sol estava a nascer quando consegui roubar então um beijo a dona de tão belo olhar...

Um dia para apagar da Historia

Cores


As cores estão nas janelas,
São fortes,
São vivas,
São tantas quantas podem.

As cores estão nas ruas,
Querem vida,
Querem luz,
Querem iluminar o que podem.

As cores estão no Inverno,
Vão claras,
Vão tristes,
Vão levar as chuvas longe.

As cores estão na vida,
Estão escuras,
Estão mortas,
Estão a chorar a morte.
terça-feira, dezembro 06, 2005

As gentes do meu planeta


Quando nos ligamos ao mundo temos imagens. Imagens de gente magra, bonita, rica e sem problemas. De certa forma todos queremos ser assim, mesmo que liguemos o telejornal da TVI, onde todos são mais desgraçados que nós.

Estamos numa sociedade onde temos necessidade de nos sentirmos de alguma forma belos. Tratamos dos nossos corpos, compramos a roupa que nos de o melhor aspecto possível e trabalhamos na esperança de um dia termos dinheiro para realizar os nossos sonhos caros (morar em cada continente no mínimo 6 meses, para mim).

O problema de esta massificação de conceitos está nos egos. Se por um lado todos queremos ser “o tal” em algo, por outro lado parece que todos temos o rei na barriga. Digo todos e vou do executivo com o seu carro alemão de ultima geração, até a menina de dezoito que apanha o autocarro para o seu emprego de telefonista numa empresa que ela nem bem sabe que produz. Esta afirmação pode ser constatada em qualquer paragem de autocarro, em qualquer templo do consumo ou em qualquer praia deste nosso mundo. Falo claro daquele em que vivemos, a sociedade que se diz civilizada e civilizadora.

Todos adoramos a frase de Andy Warhol, que diz que todos terão os seus quinze minutos de fama. Alguns preferiam fugir desse dia, mas todos adoramos a frase. É um conceito de que por muito médios que sejamos, algum dia algumas pessoas vão olhar para nós. Por outro lado, será que pensamos no preço dos tais quinze minutos? O tal do Zé Maria BB tentou-se matar por falta de atenção sobre ele, ou só para chamar a atenção. O Kurt Cobain a mim ninguém me convence que não morreu de excesso de atenção e outros por ai haverá que morrem por que ninguém olha para eles.

Eu por meu lado gosto de ser apenas mais uma silueta na multidão. Chamo a atenção na minha casa, as vezes na minha família e principalmente a atenção do meu amor. Deve ser coisa de apaixonado.

Coisa que tenho


Verdes pastos espero,
Tenho fome.
Comida quente aguardo,
Tenho sede.

Agua gelada bebo,
Tenho frio.
Feijão vermelho olho,
Tenho muitos.
domingo, dezembro 04, 2005

Mais espertos que alhos


Leio sobre uma nova lei. Diz que sexo com menores de dezoito anos é agora um crime de pedofilia. Nisto penso em algo. Imagino se quando eu tinha dezanove isso já existisse. Eu namorisquei com uma jovem. Ela tinha dezassete e fogo no corpo. Brincamos aos médicos, aos índios e as estrelas porno. Eu tinha dezanove, ela dezassete, logo ao abrigo da nova lei. Como me foi apresentada, eu seria um pedófilo. Mas eu lembro-me também de pagar quase tudo a meias, os pais dela e os meus eram amigos. Onde estava o mal no nossa paixão?

As vezes acho que sou muito básico, outras acho que complicado é pensar só em números, quando o principezinho dizia que as crianças sabem melhor que os adultos que os números são o menos importante quando se fala da vida é. Importante é viver os detalhes. Quando se vê um mais-velho com uma menina de 18 ou 20 anos de idade faz confusão, mas é legal. Não será isso pior que um jovem de vinte e dois anos e uma miúda de dezassete que namoram?

Mas pode ser que eu seja apenas um estranho, com teorias doidas em relação à vida, às leis, aos preconceitos e as coisas doidas no mundo. Claro que pode ser também que eu tenha razão e apenas seja mais fácil não pensar no assunto.
sexta-feira, dezembro 02, 2005

Mais do mesmo


Quinta-feira falei aqui sobre a Cosa Nostra e sobre o bolo rei. O único comentário que recebi foi: “Olha o português pá!”, “Para seres copy tens que melhorar a ortografia, a gramática e o camandro.”. No entanto os assuntos parecem ser demasiado sensíveis para gerar opiniões. São coisas da vida.

Hoje ao acordar ouvi uma noticia “linda”. A igreja católica diz que afinal já não há limbo. Ao que parece a igreja está a desalojar as almas duvidosas. A desculpa oficial é que qualquer bebé, mesmo que por baptizar, tem direito garantido no ceú. Então e os homossexuais, vão directos para o inferno? E se se arrependerem, ficam curados do seu homossexualismo? Sim porque a igreja até hoje diz que o homossexualismo é uma doença e tem cura. Os candidatos a sacerdotes desta linda instituição não podem ter no últimos dois anos sintomas de homossexualismo, caso contrario não servem para ser celibatários. Sou só eu ou isso é mais hipócrita que a noticia do limbo. Será isso uma nova forma de chamar mais “clientes”?


Como acho que ainda consigo pensar, vou tentar um raciocínio herético. Um padre deve ser celibatário! Logo não deve manter relações sexuais com homens ou com mulheres. Seria tão errado uma como outra. A pedofilia existe sempre que relações entre um adulto e uma criança passem a ser sexuais (agora em Portugal és criança até aos 18, podes conduzir motociclos mas não manter relações sexuais). As crianças podem ser meninas ou meninos. Logo pedofilia está condenada legal e moralmente em ambos os casos. Por esta lógica deviam PROIBIR OS PADRES COM A DOENÇA DA HETEROSEXUALIDADE. Assim tínhamos a certeza que os padres nunca iam fazer asneiras com as crianças. Se os padres são celibatários não deveriam ser castrados?

Peço opiniões para saber o que digo é só burrice minha ou se alguém concorda com algo do que digo, no mínimo se tem lógica.

PS: o meu corrector do Word não reconhece a palavra ceú.
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